DestaquesNotícias pelo Brasil

Mansão com “suíte presidencial” e 20 fuzis: a festa de luxo que precedeu a fuga de chefe do tráfico baiano no Rio

Dadá enganou a polícia no Rio de Janeiro Crédito: Reprodução/Fantástico

O que deveria ser uma operação de captura terminou em uma casa vazia e muitas interrogações. Ednaldo Pereira Souza, o “Dáda”, uma das lideranças do tráfico na Bahia, transformou um imóvel de alto padrão no topo do Vidigal em um quartel-general de luxo antes de escapar das forças de segurança cariocas na última segunda-feira (20).

O imóvel utilizado pelo criminoso não era uma base comum. Com oito quartos, piscina, churrasqueira e sistema de câmeras, a mansão serviu para celebrar o aniversário de três anos da filha do traficante. Imagens obtidas pela investigação revelam o contraste entre a estrutura de uma festa infantil — com brinquedos e algodão-doce — e o arsenal de guerra que protegia o local.

  • Poder de fogo: Promotores identificaram pelo menos 20 fuzis nas gravações feitas dentro do imóvel.
  • Segurança máxima: Embora evitassem circular armados nas áreas comuns para não chamar atenção, o grupo mantinha armamentos pesados estocados nos quartos.
  • A “Suíte Presidencial”: Vídeos mostram criminosos preparando o quarto principal, tratado com status de luxo para receber o líder baiano.

A saída do grupo ocorreu na penumbra da madrugada, poucas horas antes da chegada da Polícia Civil. A localização estratégica da casa, próxima à área de mata no alto da comunidade, facilitou uma rota de fuga rápida e silenciosa.

O desfecho da operação levantou um sinal de alerta no Ministério Público, que investiga se houve vazamento de informações, hipótese que permitiria a saída antecipada do grupo sem qualquer confronto. Por outro lado, a Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) nega que detalhes da ação tenham chegado aos criminosos antes do tempo.

Foragido do presídio de Eunápolis desde o final de 2024, Dáda vinha se escondendo na Rocinha antes de atravessar para o Vidigal. O encontro na mansão também serviu como reunião de cúpula entre criminosos: outros foragidos de alta periculosidade, como Édson Santos Cruz e Sirlon Rosário Dias Silva, também foram identificados no local.

Até o momento, o paradeiro de Ednaldo Pereira Souza e seus comparsas permanece desconhecido. O caso segue sob sigilo para apurar as falhas que permitiram a evasão do grupo. Fonte: Correio 24hrs