Filha de Cira do Acarajé rompe com irmã, mantém ponto de Itapuã e desabafa: “Não quero guerra”
Acarajé da Cira Crédito: Reprodução/Instagram
Uma disputa familiar balançou as estruturas de um dos patrimônios gastronômicos mais famosos de Salvador. Cristina de Jesus, uma das filhas da icônica baiana Cira, quebrou o silêncio após o anúncio de desvinculação do tradicional quiosque de Itapuã da marca oficial Acarajé da Cira.
O racha com a irmã, Juçara Santos, veio a público na última quinta-feira (21), expondo divergências sobre a gestão e os lucros do negócio deixado pela mãe, que são divididos entre seis herdeiros.
“Eu não quero guerra com ninguém. A gente tem um nome a zelar. Esse ponto é um legado. A história não veio do Rio Vermelho, veio de Itapuã”, desabafou Cristina, que comanda a unidade de Itapuã há cerca de cinco anos.
De acordo com Cristina, o desentendimento começou quando ela exigeu uma prestação de contas de Juçara, que administra a marca. Após a cobrança, o perfil oficial do Acarajé da Cira publicou um comunicado informando que o ponto de Itapuã não estava mais vinculado à empresa devido a “questões administrativas e burocráticas”. Cristina classificou a atitude da irmã como uma retaliação.
A defesa de Juçara Santos afirma que ela é a inventariante oficial da marca e que foi escolhida pelos próprios irmãos para administrar os quiosques, tarefa que realiza há cinco anos com prestações de contas regulares. Segundo seu advogado, Cristina passou a produzir e vender os produtos de forma independente, sem autorização dos demais herdeiros. O lado de Juçara alega que a nota pública foi necessária porque a empresa não pode mais garantir o padrão de qualidade do que é comercializado em Itapuã.
Por outro lado, a defesa de Cristina de Jesus argumenta que a divulgação da nota foi “indevida” e motivada estritamente por uma briga familiar. Cristina defende seu direito de trabalhar no local, destacando a importância histórica daquele ponto para a trajetória de sua mãe.
Apesar do clima tenso e da troca de acusações, ainda não existe um processo judicial formalizado sobre o uso da marca. No entanto, os advogados de Juçara confirmaram que Cristina já foi notificada extrajudicialmente e que medidas jurídicas estão sendo avaliadas.
Por enquanto, o negócio segue dividido: Juçara comanda o quiosque do Rio Vermelho sob o selo oficial, enquanto Cristina mantém o icônico ponto de Itapuã funcionando de segunda a domingo de forma independente. Fonte: Correio 24hrs

