De Influenciadora a Operadora do Crime: O Ascenso e a Queda da ‘Ruiva do Job’
Imagem cedida ao site Metrópoles
A ostentação nas redes sociais, que antes servia para atrair clientes, acabou se tornando a trilha de migalhas que levou a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) até Kethlen Eduarda Hermisofe de Souza. Aos 25 anos, a jovem conhecida como “Ruiva do Job” é apontada como uma peça estratégica na engrenagem de uma organização criminosa sofisticada, desmantelada recentemente pela Operação Eiron.
Kethlen não era apenas uma figura do mercado de conteúdo adulto. Segundo as investigações, sua periculosidade reside na sua função logística dentro do bando.
- Exposição de Risco: Em seus perfis, ela alternava a divulgação de programas sexuais e venda de conteúdo erótico com a exibição de armas de grosso calibre e grandes quantias de dinheiro em espécie.
- O Monitoramento: Foi justamente essa “vida de luxo” escancarada na internet que permitiu à polícia monitorar seus passos por sete meses antes da prisão em Samambaia.
O grupo do qual Kethlen fazia parte operava com um cinismo impressionante. Utilizando comércios de fachada para lavar o dinheiro do narcotráfico, a organização mantinha uma padaria que servia de quartel-general.
A investigação revelou que os criminosos utilizavam a mesma balança para pesar os pães vendidos aos clientes e as porções de entorpecentes distribuídas pela região.
Além da padaria, o bando gerenciava quiosques e distribuidoras de bebidas para camuflar o armazenamento de drogas e movimentar o capital ilícito.
Para garantir o silêncio da vizinhança e expandir o domínio territorial, a organização adotou uma tática de manipulação social. Eles se passavam por benfeitores da comunidade através de:
Eventos Comunitários: Financiamento de festas em datas como Dia das Mães e Dia das Crianças.
Recursos do Tráfico: Toda a estrutura desses eventos era custeada exclusivamente pelo lucro das drogas.
Controle Social: Ao assumirem o papel de “provedores”, os criminosos mascaravam a violência e tentavam criar um vínculo de gratidão e dependência com os moradores locais.
A prisão de Kethlen e de outros 13 integrantes encerra um ciclo de investigações que expõe como o crime organizado no DF tem se modernizado, utilizando desde o marketing digital até a gestão de negócios aparentemente lícitos para prosperar. Fonte: Bnews

