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Do Autorama às telas: Estrela pede recuperação judicial para tentar salvar seu legado

Divulgação

Uma das marcas mais emblemáticas da infância brasileira enfrenta o capítulo mais desafiador de sua história de quase 90 anos. A Brinquedos Estrela anunciou o seu pedido de recuperação judicial, protocolado na Justiça de Minas Gerais. A medida envolve oito empresas do grupo — incluindo a Manufatura de Brinquedos Estrela e a Editora Estrela Cultural — e busca reorganizar as finanças para garantir a continuidade do negócio.

Em comunicado ao mercado, a companhia apontou que o desempenho foi severamente afetado por uma combinação de juros elevados, dificuldade de crédito e, principalmente, pela mudança drástica no comportamento do consumidor.

O avanço avassalador dos jogos eletrônicos, smartphones e plataformas online transformou os hábitos de lazer de crianças e adolescentes, pressionando o mercado de brinquedos físicos.

Operação mantida: A Estrela informou que seguirá funcionando normalmente. Pela lei, a empresa continua administrando suas atividades enquanto tenta fechar um acordo de reestruturação com os credores.

O peso da nostalgia: Fundada em 1937, a fabricante é dona de clássicos que atravessaram gerações, como Banco Imobiliário, Autorama, Genius, Falcon e a boneca Susi, além de ter sido a responsável por trazer a Barbie ao Brasil no passado.

Para especialistas, a crise da Estrela simboliza o tamanho do desafio que as marcas tradicionais enfrentam hoje: a urgência de se reinventar em um mundo cada vez mais conectado e digital. Fonte: Bnews