“Sangue Quente”: Hulk justifica pancadaria em final marcada por 23 expulsões
– Foto: Pedro Souza / Atlético
O encerramento do Campeonato Mineiro neste domingo (8) ficou marcado por cenas de guerra no Mineirão. O que deveria ser apenas a festa do título do Cruzeiro, que venceu o Atlético-MG por 1 a 0, transformou-se em uma briga generalizada que resultou na expulsão de 23 jogadores. Entre os punidos, o capitão atleticano Hulk tentou explicar o descontrole em campo.
O Estopim do Caos
A confusão começou aos 51 minutos do segundo tempo, após uma dividida entre o goleiro Everson e o meia Christian, do Cruzeiro.
- A agressão inicial: Everson reagiu a uma entrada de Christian prendendo o adversário no chão com o joelho.
- Escalada da violência: O gesto desencadeou uma invasão de campo com voadoras de Lyanco, socos trocados entre Gerson e defensores, e até o goleiro Cássio atravessando o gramado para desferir chutes na confusão.
Hulk, que se envolveu em uma troca de socos com Lucas Villalba, lamentou o episódio, mas defendeu sua reação como uma forma de proteção aos colegas:
“A gente tenta apaziguar, mas é o sangue quente. Você vê um companheiro sendo agredido e automaticamente vai reagir. Tem que defender o companheiro e as cores do teu time”, afirmou o camisa 7.
Apesar da justificativa, o atacante reconheceu que as cenas foram “feias” para os mais de 50 mil torcedores presentes e para quem assistia pela TV, pedindo desculpas pelo comportamento antidesportivo.
Críticas à Arbitragem
O jogador não poupou críticas ao árbitro Matheus Candançan, afirmando que ele perdeu o controle da partida muito antes do conflito estourar:
- Aviso prévio: Hulk revelou ter alertado o juiz no início do segundo tempo sobre a tensão crescente.
- Omissão: Para o atacante, a falta de intervenção imediata nas primeiras agressões permitiu que a situação chegasse ao nível de barbárie registrado na súmula. Fonte: A Tarde

