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Barrado nos EUA: Árbitro da Copa do Mundo de 2026 é impedido de entrar no país e está fora do Mundial

Árbitro somali tem entrada negada e é cortado da Copa 2026 – Foto: ISSOUF SANOGO / AFP

A Copa do Mundo de 2026 sofreu uma baixa histórica e inesperada antes mesmo do apito inicial. O somali Omar Abdulkadir Artan, de 34 anos — eleito o melhor árbitro da África em 2025 —, foi barrado pela imigração norte-americana ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Miami e acabou oficialmente afastado do torneio pela Fifa.

O incidente ocorreu no último sábado, 6 de junho, após o árbitro iniciar sua viagem em Istambul, na Turquia.

  • Inspeção de rotina: Segundo a Agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP), Artan foi submetido a uma verificação adicional padrão.
  • Motivo da recusa: A agência governamental informou que ele foi considerado “inadmissível devido a questões relacionadas à verificação de seus antecedentes”.
  • Visto válido: O governo da Somália, por meio do Ministério da Juventude e dos Esportes, lamentou o caso e garantiu que o profissional possuía visto válido para entrar em território americano.

Nesta segunda-feira (8), a Fifa confirmou o corte do profissional em nota enviada à agência AFP, deixando claro que não tem poder de decisão sobre as leis internas do país sede:

“A Fifa não intervém nos processos de imigração do país anfitrião, incluindo a concessão de vistos, e as autoridades a informaram de que a situação de Artan não mudará por enquanto.” — Porta-voz da Fifa.

A decisão ocorre em um momento de forte endurecimento na política migratória dos Estados Unidos. O presidente Donald Trump já havia sinalizado restrições severas a cidadãos da Somália, inclusive manifestando o desejo de encerrar o status especial que protege somalis contra a deportação.

Para a Somália, a decisão foi vista como um golpe duro. Artan seria o primeiro árbitro somali da história a atuar em uma Copa do Mundo. Ele ostenta o escudo Fifa desde 2018 e vinha em ascensão meteórica no continente africano.

Apesar de perder a chance de apitar o maior torneio de futebol do planeta, Omar Artan demonstrou resiliência em nota oficial:

  • Foco no futuro: “Apesar das circunstâncias, estou de bom humor e concentrado nos próximos desafios da minha carreira como árbitro.”
  • Agradecimentos: O profissional agradeceu o apoio recebido da Fifa, da CAF (Confederação Africana de Futebol) e do público, desejando sucesso aos colegas que atuarão no torneio.

A competição será a primeira da história realizada de forma conjunta por três países (Estados Unidos, México e Canadá) e também a primeira a contar com a participação expandida de 48 seleções. Fonte: A Tarde