“Faltou a cereja do bolo”: Marinho desabafa sobre falta de chances na Seleção no auge da carreira
Marinho em campo pelo Vitória – Foto: Victor Ferreira | EC Vitória
Hoje ídolo do Vitória e recém-campeão da Copa do Nordeste, o atacante Marinho abriu o jogo sobre uma das maiores frustrações de sua trajetória profissional: nunca ter sido convocado para a Seleção Brasileira. O jogador relembrou a temporada de 2020, quando brilhava pelo Santos, e afirmou que sua ausência nas listas da Amarelinha contrariou o discurso de “meritocracia” da época.
Em entrevista ao programa Fala a Fonte, dos canais ESPN, Marinho revelou que esperava uma oportunidade não apenas para o ciclo da Copa do Mundo de 2022, mas em qualquer data Fifa daquele período em que era o atleta mais badalado do país.
Para o ponta-direita, os números e os prêmios conquistados no seu auge justificavam, no mínimo, uma oportunidade para mostrar o seu futebol com a camisa do Brasil.
“Se falava muito em meritocracia, de quem estava bem no momento tinha que ir. Por tudo que eu vinha desempenhando, de chegar em final de Libertadores, ser eleito o melhor jogador da competição, Rei da América e vice-artilheiro do Brasileirão… eu estava com uma sequência muito boa. Não seria loucura o Marinho ter sido convocado.”
O atacante brincou que uma convocação o faria “zerar o game” e completou em tom bem-humorado: “Faltou pelo menos eu ir para assistir, contar umas piadinhas, mas faz parte. Não me arrependo de nada, fiz tudo o que era para fazer”.
Os números que sustentam o desabafo do atual camisa do Leão da Barra impressionam e relembram o tamanho do seu impacto no futebol nacional há alguns anos:
- Jogos: 43 partidas pelo Santos
- Gols: 24 marcados (sendo 17 no Brasileirão, ficando a apenas um gol da artilharia do campeonato)
- Assistências: 8 passes para gol
- Prêmios individuais: Eleito o Melhor Jogador da Copa Libertadores e coroado como o “Rei da América”.
Fonte: A Tarde

