Polícia Civil mobiliza 300 agentes contra facção responsável por 15 homicídios em Salvador
Foto: divulgação
Uma grande ofensiva contra o crime organizado foi deflagrada nas primeiras horas desta terça-feira (16). A Operação Gênesis, liderada pela Polícia Civil da Bahia, visa desarticular uma organização criminosa de alta periculosidade envolvida em pelo menos 15 homicídios entre 2025 e 2026.
A ação mobiliza mais de 300 policiais e 80 equipes, cumprindo mandados simultâneos na Bahia, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
As investigações do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) revelam que as mortes não foram isoladas. Elas fazem parte de uma estratégia violenta da facção para dominar o tráfico de drogas, com foco principal nos bairros de Águas Claras e Cajazeiras V, na capital baiana.
O grupo se destacava pelo uso de armamento pesado, monitoramento das forças de segurança e execução sistemática de rivais e opositores.
O objetivo principal da operação é capturar:
- Lideranças do grupo;
- Gerentes financeiros responsáveis pela contabilidade e lavagem de dinheiro;
- Executores diretos dos homicídios.
A operação ultrapassou as fronteiras de Salvador, alcançando municípios do interior baiano e outros estados onde a organização mantinha ramificações:
- Bahia: Em Salvador (nos bairros de Águas Claras, Sussuarana e Nova Sussuarana), além dos municípios de Lauro de Freitas e Retirolândia.
- Rio de Janeiro: Nas cidades de Nova Iguaçu e Macaé.
- Santa Catarina: Nos municípios de Camboriú e Itapema.
A Operação Gênesis é o resultado de um trabalho de inteligência que já dura cerca de dois anos. Ela nasceu a partir de provas compartilhadas da Operação Saigon, deflagrada em setembro de 2023 contra o mesmo grupo criminoso. Com o cruzamento de novos dados, a polícia conseguiu mapear a estrutura atual da facção.
Esta já é considerada uma das maiores ações integradas do DHPP nos últimos anos. Para garantir o sucesso das buscas, a operação conta com o suporte de diversos departamentos especializados da Polícia Civil da Bahia (como DRACO, CORE, DEIC e DENARC), além da Superintendência de Inteligência da SSP/BA e das Polícias Civis do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Fonte: IB

