O que é a Pseudomonas aeruginosa, bactéria que acionou recolhimentos da água Crystal e produtos Ypê
Microrganismo se tornou motivo de preocupação de saúde pública no Brasil – Foto: Divulgação
A bactéria Pseudomonas aeruginosa acendeu o sinal de alerta na saúde pública do Brasil após dois episódios recentes de recolhimento de produtos. Nesta quarta-feira (3), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada de circulação de um lote da água mineral Crystal devido à presença do microrganismo. Há pouco tempo, a mesma bactéria também causou o recolhimento de lotes de produtos de limpeza da marca Ypê.
Trata-se de uma bactéria extremamente comum no meio ambiente, encontrada facilmente no ar, na água, no solo e até na pele de pessoas saudáveis.
Na medicina, ela é classificada como uma bactéria oportunista. Isso significa que ela raramente causa problemas em pessoas com a saúde em dia, mas pode provocar infecções graves em indivíduos que estejam com o sistema imunológico fragilizado.
De acordo com o Manual MSD (referência em literatura médica), essa bactéria tem preferência por áreas úmidas, como lavatórios, banheiras de hidromassagem, piscinas com cloração inadequada e até soluções antissépticas vencidas.
O risco principal está concentrado nos imunossuprimidos (pessoas com as defesas do corpo enfraquecidas) e pacientes debilitados. O perigo é maior para:
- Pacientes em tratamento oncológico (quimioterapia ou radioterapia);
- Pessoas transplantadas que tomam medicamentos imunossupressores;
- Portadores de HIV/Aids sem o controle adequado da doença;
- Pacientes em uso prolongado de corticoides;
- Pessoas com diabetes crônica, fibrose cística ou doenças autoimunes;
- Pacientes internados em ambientes hospitalares.
As complicações causadas pela Pseudomonas aeruginosa variam drasticamente dependendo do estado de saúde do paciente. Elas podem ir de infecções externas leves na pele e nos ouvidos (comum em nadadores) até infecções generalizadas graves, com risco de morte caso atinjam a corrente sanguínea ou os pulmões de pessoas vulneráveis. Fonte: A Tarde

