Caso Thamiris: Soltura de suspeito gera indignação e família clama por Justiça
Thamiris dos Santos Pereira, de 14 anos – Foto: Reprodução | Redes sociais
A liberação de Rodrigo Faria Sena dos Santos, conhecido como “Farinha”, no último sábado (18), trouxe um novo sentimento de urgência para a família da adolescente Thamiris Pereira. Morta em março deste ano, a jovem teve seu corpo encontrado em Cassange, Salvador, mas as lacunas técnicas no inquérito permitiram que o principal suspeito deixasse a prisão.
A defesa da família já se movimentou para solicitar um novo pedido de prisão preventiva, enquanto aguarda que a ciência forense consiga superar os obstáculos do caso.
A soltura de “Farinha” não significa o fim das investigações, mas expõe a dificuldade técnica enfrentada pelas autoridades:
- Laudos Inconclusivos: Devido ao avançado estado de decomposição do corpo, a perícia inicial não conseguiu determinar a causa exata da morte. Sem essa definição técnica, o Ministério Público (MPBA) alegou falta de provas robustas para manter a custódia.
- Prazos Judiciais: A Polícia Civil (PC-BA) chegou a solicitar a conversão da prisão temporária em preventiva dentro do prazo legal. No entanto, o Judiciário não deferiu a medida a tempo, resultando na liberação do indivíduo.
- Investigação em Aberto: A PC-BA reafirma que o homem continua sendo o foco das investigações e que novas medidas cautelares podem ser solicitadas assim que surgirem novos elementos.
Novas perícias e diligências foram solicitadas pela 27ª Delegacia Territorial (Itinga) para tentar encontrar provas que liguem diretamente o suspeito ao crime. O advogado da família, Rogério Matos, mantém a pressão para que o caso não caia no esquecimento diante da falta de respostas técnicas imediatas.
Thamiris desapareceu e foi encontrada morta em 12 de março. Rodrigo foi preso em 19 de março, permanecendo cerca de dois meses detido até a decisão que lhe concedeu a liberdade por falta de conclusão dos laudos. Fonte: A Tarde

