Policia / Justiça

PM é preso em esquema interestadual de furto e clonagem de veículos em Salvador

Operação Chave Mestra – Foto: Marcela Correia / Ascom PCBA

Uma força-tarefa com cerca de 150 policiais civis e militares deflagrou, nesta quinta-feira (5), a Operação Chave Mestra, desarticulando uma organização criminosa especializada no furto de carros de locadoras. Entre os nove presos na ação, destaca-se um policial militar, detido no bairro de Cajazeiras, em Salvador, suspeito de integrar o grupo.

A operação, coordenada pelo DEIC, cumpriu 26 mandados de busca e apreensão em uma rede que se estendia pela Bahia, Sergipe e Santa Catarina.

O grupo não apenas subtraía os veículos, mas utilizava um método sofisticado para garantir o sucesso dos crimes:

  • Rastreamento Oculto: Os criminosos alugavam veículos legalmente e instalavam rastreadores escondidos e clonavam as chaves.
  • O Furto Estratégico: Após a devolução do carro à locadora, o grupo monitorava o veículo até que ele fosse alugado por um novo cliente. Com a chave clonada e a localização em tempo real, os criminosos efetuavam o furto sem levantar suspeitas imediatas.
  • Adulteração Total: Já em posse do grupo, os automóveis tinham chassis, motores e vidros adulterados, além de receberem documentação falsa para revenda no mercado clandestino, principalmente no interior do estado.

O suposto líder da organização foi localizado em Itapuã. Ele era o responsável por planejar as ações e recrutar “laranjas” para realizar as locações iniciais. Durante as diligências em Salvador, Aracaju e Balneário Camboriú, a polícia apreendeu:

  • R$ 6.100,00 em espécie;
  • 9 chaves de veículos (7 de carros já roubados);
  • Dispositivos de bloqueio de sinal e rastreadores;
  • Equipamentos para adulteração veicular.

A magnitude da operação contou com a participação de diversos departamentos, incluindo o DHPP, DENARC e a Corregedoria da PM, que acompanhou a prisão do policial envolvido. O objetivo agora é identificar outros integrantes e rastrear os veículos que já foram inseridos no mercado ilegal. Fonte: A Tarde