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Quem é Jordan Campos, Psicoterapeuta Investigado por Crimes Sexuais em Salvador

Jordan Campos é investigado por violência sexual e estelionato Crédito: Reprodução

O universo das terapias integrativas na Bahia foi sacudido pela “Operação Catarse”, deflagrada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA). O alvo principal é o conhecido psicoterapeuta e palestrante Jordan Campos, suspeito de cometer violação sexual mediante fraude contra pacientes.

A operação resultou em mandados de busca e apreensão no consultório e na residência do investigado, nos bairros nobres da Pituba e Caminho das Árvores, em Salvador.

A Justiça baiana aplicou duras sanções financeiras e profissionais a Jordan Campos:

  • Bloqueio de bens: Valores que superam os R$ 960 mil.
  • Quebra de sigilos: Acesso autorizado aos dados informáticos e telemáticos.
  • Suspensão profissional: Proibição total de exercer atividades de psicoterapia, mentorias, cursos, palestras e atendimentos clínicos (individuais ou por empresas).

Com forte presença digital, Jordan acumula mais de 433 mil seguidores nas redes sociais, onde publica sobre inteligência emocional, traumas e alta performance. No mercado corporativo e terapêutico, ele se posiciona como:

  • Criador da Formação em Terapia Transpessoal Sistêmica (TTS), com alunos em vários países.
  • Fundador da Academia de Inteligência X8.
  • Presidente da ONG Farmácia da Alma e da Abratin (entidade de terapias integrativas).

De acordo com os promotores do Gaeco e do Nevid (Núcleo de Defesa das Mulheres), Jordan utilizava sua forte posição de autoridade para selecionar as vítimas.

O psicoterapeuta identificava mulheres emocionalmente fragilizadas — com histórico de traumas, ansiedade e baixa autoestima — para romper os limites éticos da profissão, obtendo vantagens sexuais e financeiras.

Até o momento, quatro vítimas foram identificadas: três relataram crimes contra a dignidade sexual e uma denunciou prejuízo patrimonial. Os relatos apontam que o modus operandi era idêntico e sugerem que mais mulheres deixaram de denunciar por medo ou vergonha.

Apesar da gravidade das acusações, o caso dividiu opiniões entre quem acompanhava o trabalho do terapeuta. Uma ex-aluna relatou ao jornal Correio que nunca presenciou condutas inadequadas do profissional:

“Nas aulas e dinâmicas, sempre houve respeito, transparência e presença de todo o grupo. O toque, quando usado, fazia parte da proposta terapêutica e sempre ocorreu em contexto coletivo, nunca a sós”, defendeu.

A operação segue em andamento conduzida pelo MP-BA com o apoio da Polícia Militar da Bahia. Fonte: Correio 24hrs