PF e CGU Mira Prefeito Adriano Mendonça em Investigação de Fraudes em Gongogi
Foto: redes sociais
- Ação Conjunta: A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram nesta quinta-feira (13/08/2026) a Operação Severus, segunda fase da Operação Pacto Infame.
- Alvo Principal: Moradores registraram viaturas policiais em frente à residência do prefeito de Gongogi, Adriano Mendonça (Avante).
- Mandados: Estão sendo cumpridos 33 mandados de busca e apreensão em cidades baianas como Gongogi, Itabuna, Ilhéus, Dário Meira, Ipiaú, Ibicaraí, Valença e Eunápolis.
- Esquema Investigado: Fraudes em licitações, desvio de verbas públicas, corrupção, uso de documentos falsos e lavagem de dinheiro em contratos da administração municipal.
- Bloqueios: A Justiça autorizou o bloqueio de bens dos investigados até o limite de R$ 2 milhões, além da apreensão de veículos, dinheiro em espécie e joias.
A administração municipal de Gongogi, no sul da Bahia, virou o epicentro de uma investigação de grande porte conduzida pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União. Na manhã desta quinta-feira (13/08/2026), imagens enviadas por moradores mostraram viaturas oficiais posicionadas em frente à residência do prefeito Adriano Mendonça.
A ação faz parte da Operação Severus, desdobramento da Operação Pacto Infame, autorizada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). No total, 33 mandados de busca e apreensão foram mobilizados em diferentes municípios baianos, incluindo polos regionais como Itabuna e Ilhéus.
De acordo com as autoridades federais, as investigações apontam para a existência de uma organização criminosa estruturada dentro da Prefeitura Municipal, reunindo agentes públicos e empresários.
As principais irregularidades sob apuração envolvem:
- Direcionamento de licitações e simulação de procedimentos administrativos;
- Uso de documentos falsos para burlar a concorrência pública;
- Pagamentos por serviços não executados ou realizados apenas de forma parcial;
- Movimentação de recursos desviados por meio de laranjas (pessoas interpostas) e empresas de fachada.
Além de recolher documentos e dispositivos eletrônicos nos endereços alvos da operação, a decisão judicial determinou medidas severas de alcance patrimonial. Houve o bloqueio de valores, imóveis e veículos até o teto de R$ 2 milhões, além da autorização para confisco de dinheiro em espécie e joias.
O material apreendido passará por uma análise minuciosa da PF e da CGU para destrinchar a extensão do esquema e a responsabilidade individual dos envolvidos. Por enquanto, as autoridades tratam o caso em sede de investigação preliminar, reforçando que os fatos ainda seguem sob apuração técnica. Fonte: IB

