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Idade como critério de desempate: entenda o que acontece se Lula e Flávio Bolsonaro empatarem nas urnas

Os candidatos a presidência da república 2026 Lula e Flávio Bolsonaro Crédito: Lula Oficial e Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro

Uma eventualidade matemática — porém altamente improvável devido ao tamanho do eleitorado brasileiro — colocou em evidência um curioso dispositivo da legislação nacional. Se Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) obtiverem exatamente o mesmo número de votos válidos no segundo turno deste domingo (25), o desempate não será decidido por uma nova votação, mas pela idade: o candidato mais velho leva a vitória.

A previsão está amparada no artigo 77, parágrafo 5º, da Constituição Federal. Com 80 anos de idade contra os 45 de Flávio Bolsonaro, Lula levaria vantagem no critério de longevidade caso a disputa termine empatada. O debate ganhou força após uma rodada do instituto Datafolha apontar ambos com 50% dos votos válidos nas estimativas. Contudo, especialistas lembram que o índice reflete apenas uma projeção de pesquisa, e não a realidade matemática das urnas.

Na primeira etapa do pleito, o cenário mostrou o candidato do PL à frente com 56.104.503 votos válidos (47,03%), seguido pelo petista, que somou 53.879.538 votos (45,16%), dentro de um universo superior a 125 milhões de eleitores que compareceram às urnas.

Precedentes em eleições municipais Embora inédita na corrida presidencial, a regra de desempate por idade já definiu o comando de prefeituras pelo país em pleitos recentes. Em 2024, na cidade mineira de Inhaúma, os candidatos Zula e Carlinhos empataram com 2.434 votos cada, e a vaga de prefeito ficou com o mais velho. Histórias semelhantes ocorreram em Jardinópolis (SC) em 2020 — onde a diferença de idade era de apenas 57 dias —, em Caraúbas (PB) e em Cariús (CE), provando que a lei constitucional cumpre uma função prática e definitiva no cenário político brasileiro. Fonte: Correio 24hrs