DestaquesPolítica

Deputado baiano pede que Lula barre entrada de militares israelenses no Brasil

Soldado israelense na região da fronteira com a Faixa de Gaza – Foto: Jack Guez/AFP

O deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) protocolou, nesta quinta-feira (18), uma indicação formal na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) dirigida ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O parlamentar solicita que o Governo Federal adote medidas restritivas para impedir a entrada de militares de Israel no território nacional.

A proposta surge após relatos de tensão em destinos turísticos do litoral baiano, como Morro de São Paulo, Itacaré e Boipeba, locais que teriam se tornado destinos de férias para agentes vindos de operações em Gaza e no Líbano.

Segundo o documento, a presença desses grupos tem gerado atritos com a população local e turistas. O texto cita um episódio específico ocorrido em 14 de março de 2026, em Itacaré, onde militares israelenses teriam tentado interromper um ato pelo “turismo ético”, exigindo a intervenção da Polícia Militar.

Para Hilton Coelho, a permissão de entrada desses agentes é:

“Absolutamente incompatível com os princípios de defesa da paz e dos direitos humanos que regem a política externa brasileira.”

O deputado fundamenta a solicitação em dois pilares legais:

  1. Constituição Federal (Art. 4º): Que determina o repúdio ao terrorismo e a prevalência dos direitos humanos nas relações internacionais.
  2. Lei de Migração (Lei nº 13.445/2017): Que prevê o impedimento de entrada de estrangeiros envolvidos em crimes internacionais ou violações graves de direitos.

A indicação sugere que os ministérios da Justiça e das Relações Exteriores atuem em três frentes:

  • Monitoramento: Ação da Polícia Federal para identificar militares recém-saídos de zonas de conflito.
  • Impedimento: Aplicação rigorosa da Lei de Migração para barrar perfis envolvidos em operações questionadas internacionalmente.
  • Cooperação: Criação de mecanismos para evitar que o Brasil seja utilizado como destino de lazer por indivíduos ligados a crimes de guerra.

O projeto agora aguarda análise da Mesa Diretora da Alba para ser formalmente encaminhado a Brasília.

Fonte: A Tarde