De olho na mídia tradicional: Elon Musk injeta US$ 1 bilhão na Skydance e mira futuro da CNN
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Elon Musk — dono da rede social X, da Tesla e da SpaceX — deu mais um passo de peso no setor de mídia ao investir aproximadamente US$ 1 bilhão na Skydance, o colossal conglomerado que agora controla a CNN.
O aporte milionário foi revelado pelo site Semafor com base em fontes próximas à operação. O movimento ocorre poucas semanas após a conclusão da gigantesca aquisição da Warner Bros. Discovery (WBD) pela Paramount, negócio que uniu marcas históricas do entretenimento e do jornalismo sob o mesmo guarda-chuva corporativo.
Até o momento, os detalhes exatos da fatia adquirida por Musk e os eventuais direitos de governança não foram tornados públicos. Também não há confirmação de que o bilionário terá interferência direta na linha editorial da CNN.
No entanto, a movimentação reforça a forte teia de conexões financeiras entre Musk e a família Ellison. David Ellison, atual CEO da Skydance, comanda a reestruturação da empresa. Seu pai, Larry Ellison (cofundador da Oracle), é um aliado de longa data de Musk: ele já havia colaborado no financiamento da compra do Twitter (hoje X) em 2022 e garantiu mais de US$ 40 bilhões em financiamento acionário para viabilizar a fusão multibilionária da Paramount com a Warner Bros. Discovery.
Antes do anúncio oficial, a forte proximidade entre os bilionários já havia sido comentada pelo magnata das telecomunicações John Malone. Durante uma conferência em Nova York, Malone antecipou a possibilidade do aporte, embora tenha especulado inicialmente valores muito superiores, entre US$ 8 bilhões e US$ 10 bilhões.
A entrada de Musk acontece em um momento crítico de transição para o conglomerado, avaliado em cerca de US$ 110 bilhões. A Skydance herda um cenário complexo, marcado pela migração de audiência da TV paga para o streaming e pela forte concorrência digital.
Para vencer essa maratona de integração, o grupo traçou metas agressivas:
- Corte de despesas: Economia estimada em US$ 6 bilhões ao longo de três anos.
- Unificação de plataformas: Planos para integrar serviços de peso, como Paramount+ e HBO Max.
- Gestão de endividamento: O desafio de administrar uma dívida corporativa que gira em torno de US$ 80 bilhões. Fonte: Bnews

