Crise na Ponte Preta: Após goleada por 6 a 0, elenco denuncia 6 meses de salários atrasados e ameaça greve
Jogadores da Ponte Preta – Foto: Marcos Ribolli | PontePress
A situação da Ponte Preta na Série B do Campeonato Brasileiro atingiu um ponto crítico. Amargando a lanterna da competição com apenas 10 pontos em 23 rodadas e somando 17 jogos consecutivos sem vencer, a equipe viveu mais um vexame nesta quarta-feira (19). Jogando fora de casa, o time foi impiedosamente goleado por 6 a 0 pelo Vila Nova, sob o comando do técnico Guto Ferreira.
O colapso técnico dentro das quatro linhas, no entanto, é o reflexo direto de uma bomba relógio nos bastidores administrativos e financeiros do clube campineiro.
Logo após a humilhante derrota, os jogadores utilizaram as redes sociais para publicar um manifesto contundente. No texto, o grupo expõe a realidade dramática vivida no dia a dia da instituição, marcada pelo descaso e pela falta de condições básicas de trabalho.
“Os jogadores da Ponte Preta estão há cerca de seis meses sem receber e vivendo uma situação que não pode mais ser ignorada. […] Atletas e funcionários passando necessidade junto com seus familiares”, destacam trechos da nota oficial.
O manifesto ressalta que, sem uma reestruturação financeira urgente, quem arca com o prejuízo são os trabalhadores do clube que dependem do salário para honrar seus compromissos básicos de sobrevivência.
Diante da ausência de perspectivas e da gravidade do cenário, o elenco decidiu cobrar publicamente o avanço da Sociedade Anônima do Futebol (SAF), apontando o modelo empresarial como o único caminho viável para colocar as contas em ordem, atrair investimentos e reestruturar o clube.
Para pressionar a diretoria, o grupo estabeleceu um ultimato definitivo:
“A partir do dia 25 de agosto, se nada mudar, iremos ter que tomar medidas amparadas pela lei, que é parar o futebol até que atletas e funcionários recebam seus salários.”
A manifestação encerra com um apelo por responsabilidade administrativa e solidariedade à classe trabalhadora que mantém a centenária instituição em funcionamento. Fonte: A Tarde

