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Anvisa aprova novos medicamentos à base de sem aglutida e mercado de canetas emagrecedoras deve ter queda de preços

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A disputa no mercado brasileiro de medicamentos para emagrecimento e controle do diabetes tipo 2 ganhou um novo capítulo. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de cinco novas opções injetáveis à base de semaglutida, a mesma substância ativa presente em marcas conhecidas como Ozempic e Wegovy.

A autorização oficial foi publicada no Diário Oficial da União e abre espaço para a entrada de concorrentes dispostos a disputar a preferência dos consumidores, prometendo movimentar o setor farmacêutico e aliviar os altos custos da terapia.

As liberações, concedidas pela Gerência-Geral de Medicamentos da Anvisa sob a categoria de desenvolvimento abreviado de novo IFA (Insumo Farmacêutico Ativo), contemplam os seguintes produtos:

  • Zempneo (Brainfarma)
  • Semavy (Cosmed)
  • Orsema (Ranbaxy)
  • Seemasun (Sun Farmacêutica)
  • Owozy (Ávita Care)

Todas as opções aprovadas consistem em soluções injetáveis para uso subcutâneo, comercializadas em conjunto com canetas aplicadoras e agulhas dedicadas. Anteriormente, a agência também já havia liberado o Ozivy, da farmacêutica EMS, como um dos pioneiros no novo cenário nacional.

Com o término da patente da fabricante original (Novo Nordisk), o mercado brasileiro despertou o interesse de diversos laboratórios, acumulando ao menos 17 pedidos de registro na agência reguladora.

Embora a liberação garanta a permissão para comercialização no país, a Anvisa ainda não detalhou os valores de tabela, as diretrizes terapêuticas específicas de cada marca ou uma data exata para que os produtos comecem a figurar nas prateleiras das farmácias.

Especialistas apontam que a chegada desses novos concorrentes tem potencial para mitigar os episódios de desabastecimento e forçar uma retração nos preços praticados atualmente, impulsionando a concorrência comercial.

A substância atua diretamente na regulação dos níveis de açúcar no sangue e na redução significativa do apetite. Por conta desses efeitos combinados, o tratamento é indicado clinicamente tanto para o controle do diabetes tipo 2 quanto para o gerenciamento de peso em pacientes com obesidade ou sobrepeso associado a comorbidades.

Apesar de a expansão da oferta prometer democratizar o acesso aos tratamentos, a agência reforça que todos os medicamentos passam por rigorosas etapas de análise de pureza, eficácia e segurança. Fonte: Bnews