Tostão analisa o déficit de meias criativos e os caminhos do futebol brasileiro
Carlo Ancelotti em jogo do Brasil contra a Tunísia – Foto: @rafaelribeirorio / CBF
Em recente declaração, Carlo Ancelotti pontuou a escassez de meio-campistas de alto nível no Brasil e elogiou o modelo espanhol, sustentado pela posse de bola e pela qualidade técnica em sua faixa central. Para o histórico craque e colunista Tostão, contudo, essa vantagem da Espanha não é obra do acaso, mas sim fruto de convicção e planejamento na formação de atletas.
Enquanto os espanhóis priorizam o setor há décadas — herança de uma filosofia que consagrou gerações no Barcelona e na própria seleção —, o futebol brasileiro historicamente empurra seus jogadores mais técnicos para o ataque ou para as pontas.
Os Desafios e Impasses do Modelo Nacional:
- Escassez de Volantes Construtores: Com exceção de Bruno Guimarães, o país carece de meio-campistas consolidados com o padrão exigido por uma seleção campeã.
- O Dilema Tático: O Brasil oscila entre o saudosismo do drible individual e a necessidade de adotar uma postura mais racional, pragmática e científica.
- A Evolução Global: Nas últimas duas décadas, o futebol europeu conseguiu unir a disciplina tática ao jogo inventivo, enquanto o Brasil ainda patina em assimilar essa simbiose — um dos fatores apontados para os revezes nos últimos mundiais.
Reflexão Final: O ideal competitivo moderno exige o equilíbrio perfeito entre a pausa estratégica — a troca de passes e a posse de bola — e a verticalidade rápida rumo ao gol. No fim, independentemente da metodologia ou da época, são os grandes craques que continuam tendo o poder de reinventar o esporte no momento da jogada. Fonte: A Tarde

