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Aula de futebol coletivo: Espanha anula a França e carimba vaga na final da Copa

O goleiro da Espanha, Unai Simón, e o defensor espanhol Cubarsí comemoram ao lado do atacante francês Désiré Doué – Foto: Aric Becker / AFF

A Espanha deu um verdadeiro show tático, anulou o poderoso elenco francês e garantiu sua vaga na grande final da Copa do Mundo. Com um futebol baseado na posse de bola, troca rápida de passes e uma marcação implacável, os espanhóis não deram chances para os franceses, que sequer conseguiram criar uma oportunidade clara de gol.

A vitória por 2 a 1 — com um gol de pênalti e outro após uma bela jogada coletiva — coroou uma atuação coletiva impecável, sob a batuta de grandes destaques individuais.

O grande nome da partida foi o volante Rodri. Funcionando como o “pêndulo” da equipe, ele ditou o ritmo do jogo com passes precisos, transições rápidas e uma leitura de jogo impecável.

  • Rodri: O elo perfeito entre a defesa e o ataque, jogando com simplicidade e inteligência.
  • Fabián Ruiz e Pedri: Completaram o domínio espanhol no setor, evidenciando uma virtude que hoje faz falta a outras grandes seleções (como a brasileira): a criatividade no meio-campo.

Apesar da eliminação, o projeto francês — baseado na integração multicultural e na excelência do centro de Clairefontaine — continua sendo uma referência mundial de formação de atletas.

A Espanha agora aguarda o vencedor do confronto entre Inglaterra e Argentina para decidir o título. São duas equipes com propostas táticas completamente distintas:

  • A proposta da Inglaterra: Joga com uma linha de quatro defensores, pontas velozes e o meia Bellingham centralizado, priorizando transições rápidas e lançamentos longos para Harry Kane.
  • A proposta da Argentina: Atua com quatro homens no meio-campo para valorizar a posse de bola e a troca de passes (estilo parecido com o espanhol), preparando o terreno para a aceleração de Lionel Messi.

Para os argentinos, uma eventual final contra a Inglaterra carrega uma carga histórica gigantesca, que remete à rivalidade geopolítica e ao lendário duelo de 1986.

O confronto reacende as eternas comparações entre os dois maiores camisas 10 do país. De um lado, Messi, o gênio da regularidade, da razão e da carreira impecável. Do outro, Maradona, o símbolo da paixão, do drible impossível, do trágico e da própria alma argentina. Fonte: A Tarde