Indústria 4.0 na Bahia: Robôs, Inteligência de Dados e Energia Limpa Transformam Fábricas no Estado
Robôs atuam em inspeção de equipamentos na área de produção de celulose da Suzano em Mucuri Crédito: Divulgação
A indústria baiana passa por uma revolução silenciosa onde produzir mais já não basta: é preciso produzir com inteligência. Gigantes do mercado como Unipar e Suzano lideram esse movimento no estado, investindo pesado em automação, transição energética e tecnologias preditivas para elevar a competitividade regional a um novo patamar.
Inaugurada no final de 2024, a planta da Unipar no Polo Industrial de Camaçari já nasceu sob o conceito greenfield (planejada do zero com foco em sustentabilidade).
- Tecnologia de ponta: A fábrica opera com a tecnologia de membrana zero gap (a mais moderna do setor químico) e utiliza matriz elétrica 100% renovável.
- Capacidade anual de produção:
- 20 mil toneladas de cloro;
- 22 mil toneladas de soda cáustica;
- 23 mil toneladas de ácido clorídrico.
- Impacto social: Foram gerados mais de 350 empregos durante as obras. A empresa investiu em mais de 6 mil horas de treinamentos técnicos para capacitar a mão de obra local entre 2024 e 2025 e já planeja uma expansão focada no agronegócio.
Na unidade da Suzano em Mucuri, no extremo sul do estado, o foco virou a manutenção preditiva. A empresa substituiu os métodos tradicionais de inspeção — que exigiam montagem complexa de andaimes e riscos aos operários — por tecnologia de ponta.
“A adoção de inspeções robóticas representa um avanço na segurança das pessoas, na confiabilidade das informações e na capacidade de antecipar decisões críticas”, destaca Eduardo Andrade de Oliveira, diretor de Operações Industriais da Unidade Mucuri.
Como funciona: Robôs e drones realizam varreduras em ambientes críticos, identificando falhas antes que elas aconteçam.
Vantagens financeiras: Menor tempo de fábrica parada, eliminação de custos com estruturas físicas de acesso e tomada de decisões 100% baseada em dados reais.
Segundo os executivos da Suzano, o maior obstáculo não foi a compra dos equipamentos, mas sim a mudança de cultura das equipes, que precisaram migrar do modelo operacional mecânico para uma análise estratégica de dados. O plano agora é expandir o uso dos robôs e painéis de dados (dashboards) para as áreas de Logística e Florestal da companhia. Fonte: Correio 24hrs

