Alter do Chão é Eleita a Praia de Água Doce Mais Bonita do Mundo
Conhecida como o refúgio das águas doces, Alter do Chão une a exuberância da floresta ao Rio Tapajós Crédito: Wikimedia Commons/idobi
Em Alter, a natureza dita o ritmo. A paisagem se transforma completamente conforme o nível do Rio Tapajós:
- Verão Amazônico (Agosto a Janeiro): É a temporada das praias. Com a vazante do rio, surgem os bancos de areia branca e as águas ganham tons azul-turquesa. É a época ideal para estender a toalha na famosa Ilha do Amor.
- Inverno Amazônico (Fevereiro a Julho): As praias dão lugar às “florestas inundadas”. A experiência torna-se mística, com passeios de canoa por entre as copas das árvores na Floresta Encantada.
Para quem visita este refúgio paraense, alguns pontos são paradas cruciais:
- Ponta do Cururu: O melhor “camarote” para assistir ao pôr do sol, onde a areia avança rio adentro.
- Serra da Piraoca: Uma trilha leve que recompensa o viajante com uma visão panorâmica de 360 graus do Rio Tapajós e do Lago Verde.
- Canal do Jari: Um mergulho na biodiversidade, com vitórias-régias gigantes e observação de bichos-preguiça e jacarés.
- Flona do Tapajós: Turismo de base comunitária que permite conhecer de perto o modo de vida ribeirinho.
A viagem é também um banquete sensorial. A culinária local brilha com o tambaqui na brasa e o icônico tacacá — aquele caldo de tucupi com jambu que proporciona uma dormência vibrante na língua.
Na cultura, o ritmo é o Carimbó. Se sua viagem for em setembro, você poderá presenciar a Festa do Sairé, um espetáculo que mistura fé religiosa e o folclore da disputa entre os botos Tucuxi e Cor de Rosa.
Como chegar: Voe até Santarém (PA) e siga por 45 minutos via estrada asfaltada até a vila.
Hospedagem: Esqueça os grandes resorts. O charme aqui é o rústico, com pousadas acolhedoras que priorizam o contato com a natureza.
Dica de Ouro: Alter está em uma Área de Proteção Ambiental (APA). Lembre-se: leve suas memórias e fotos, deixe apenas suas pegadas.
“Alter do Chão não é apenas um destino turístico; é um lembrete vivo de que o Brasil possui santuários naturais inigualáveis e preservados pela força da própria comunidade.” Fonte: Correio 24hrs

