PF flagra suplente de Alcolumbre com R$ 350 mil em dinheiro vivo; suspeita é de fraude no DNIT
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A Polícia Federal (PF) registrou o momento em que o empresário Breno Chaves Pinto, segundo suplente do senador Davi Alcolumbre (União-AP), deixava uma agência bancária carregando R$ 350 mil em espécie. O flagrante faz parte de uma investigação que apura um esquema de corrupção e fraudes em licitações no Amapá.
A movimentação financeira levantou suspeitas não apenas pelo valor, mas pelo contexto logístico:
- Logística: Após o saque, o empresário embarcou em um veículo registrado em nome de uma empresa pertencente a primos do senador Alcolumbre.
- Origem do Alerta: A operação teve início após o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) identificar saques atípicos em dinheiro vivo.
- O Padrão: A PF observou que as retiradas em espécie ocorriam logo após as empresas de Breno receberem pagamentos de contratos públicos.
O inquérito da Polícia Federal aponta que o suplente teria um papel central na organização criminosa que operava no DNIT/AP:
- Manipulação de Licitações: O grupo é suspeito de simular concorrência e combinar resultados para desviar verbas federais.
- Influência Política: Segundo a PF, Breno utilizava sua condição de suplente de senador para exercer “forte ingerência institucional” no órgão, configurando, em tese, o crime de tráfico de influência.
- Lavagem de Capitais: O uso de grandes quantias em “dinheiro vivo” é apontado como uma tentativa de ocultar o destino final dos recursos.
Em resposta ao jornal O Globo, o empresário Breno Chaves Pinto negou irregularidades. Ele afirmou que os saques de alto valor são destinados ao pagamento de funcionários e prestadores de serviços de suas empresas, justificando a movimentação como parte da rotina operacional de seus negócios. Fonte: Bnews

