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O Paradoxo do Grupo City: Estabilidade na tabela e rusgas com a torcida definem o momento do Bahia

Rogério Ceni durante treino do Bahia na Cidade Tricolor – Foto: Rafael Rodrigues/EC Bahia

Enquanto consolida a maior sequência de estabilidade de sua história na era dos pontos corridos — ostentando impressionantes 58 rodadas consecutivas no G8 da Série A —, o Bahia vive um evidente racha institucional e emocional com sua arquibancada.

Mesmo ocupando o G5 e lutando diretamente por mais uma vaga na Copa Libertadores, o trabalho do técnico Rogério Ceni e a gestão da SAF enfrentam forte contestação popular. A discrepância expõe o choque entre o pragmatismo corporativo do Grupo City e a sede da torcida tricolor por taças e protagonismo imediato.

  • O trauma dos mata-matas: A frustração da torcida é alimentada por eliminações dolorosas, como a queda vexatória para o Remo na Copa do Brasil e as desclassificações precoces em torneios continentais (Libertadores e Sul-Americana), gerando contraste com campanhas de rivais de menor orçamento.
  • A lógica de mercado vs. desejo de títulos: Investimentos pesados em jovens promessas para valorização futura — como as contratações milionárias de Luciano Rodríguez e Sanabria — reforçam na visão dos torcedores a impressão de que o clube passou a funcionar como uma “vitrine” internacional, em vez de focar em um elenco pronto para conquistas imediatas.
  • A blindagem a Rogério Ceni: Enquanto a pressão popular nas redes sociais exigiria trocas constantes no comando técnico, a estrutura de governança da SAF avalia o desempenho de forma contínua e técnica, blindando o treinador e colhendo frutos com a recente reestabilização da equipe na tabela.
  • Recorde histórico em jogo: Em busca de ampliar a invencibilidade para 10 jogos na Série A, o Tricolor de Aço tenta usar o confronto contra o Red Bull Bragantino para pacificar o ambiente e convencer a torcida a enxergar os frutos da consistência a longo prazo. Fonte: A Tarde