“Nada tenho a temer”: André Mendonça relata avisos de represálias após quebrar sigilo de relatório da PF envolvendo Banco Master
O ministro do STF, André Mendonça – Foto: Gustavo Moreno/STF
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça declarou, nesta quinta-feira (17), que não teme as consequências de sua atuação como relator de processos ligados ao Banco Master. Em nota divulgada por seu gabinete, o magistrado afirmou ter sido advertido, de maneira “implícita e explícita”, de que sofreria ataques e represálias caso retirasse o sigilo de um relatório da Polícia Federal (PF) que aponta conexões entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
“Quando decidi levar adiante as informações que recebi da Polícia Federal, sabia que viriam represálias. Fui advertido de que viriam ataques à minha pessoa e a pessoas próximas a mim”, pontuou Mendonça, classificando as ofensivas recentes como injustas e insultantes, mas garantindo que seguirá exercendo suas funções com serenidade e responsabilidade.
A manifestação ocorre em meio a uma escalada de atritos nos bastidores da mais alta Corte do país, que culminou no cancelamento da sessão plenária que estava prevista para quinta-feira (17) pelo presidente do STF, Edson Fachin.
O clima de instabilidade na Corte tem sido marcado por episódios de forte repercussão:
- Confrontos em plenário: Divergências públicas entre o próprio Mendonça e o ministro Flávio Dino, além de críticas públicas vindas do ministro Gilmar Mendes.
- Alvos e operações: O avanço de investigações que respingam em aliados políticos, a exemplo da recente operação de busca e apreensão da PF contra o deputado Cezinha de Madureira, apontado como próximo a Mendonça.
- Mudanças na pauta: Diante da crise institucional, Fachin retirou da pauta o julgamento que analisaria a atuação de Mendonça nas apurações sobre o Banco Master, que estava marcado para o dia 23 de setembro. Fonte: A Tarde

