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“Lá ele” em xeque: Valesca Popozuda aponta homofobia em gíria baiana e inflama as redes

Valesca Popozuda associa gíria baiana “lá ele” a comportamento homofóbico e gera debate Crédito: Reprodução

Uma das expressões mais populares do vocabulário baiano tornou-se o centro de um debate acalorado entre cultura regional e preconceito. A cantora Valesca Popozuda utilizou suas redes sociais para criticar o uso do termo “lá ele”, associando-o a comportamentos homofóbicos após um episódio presenciado em um hotel.

Segundo o relato da artista, ela presenciou um homem utilizando a gíria para ridicularizar outra pessoa que estava maquiada. Valesca confrontou o autor da frase no local e, mais tarde, desabafou com seus seguidores:

“Respeito a cultura da Bahia, mas não consigo ver esse termo de forma positiva. Me cai tanto como um termo homofóbico”, afirmou a cantora, destacando que o rapaz interpelado não soube explicar o motivo do comentário.

A declaração de Valesca dividiu a internet e gerou uma onda de defesas e críticas:

  • Lado Crítico: Internautas concordaram com a artista, argumentando que a gíria é frequentemente usada para reafirmar a masculinidade e se distanciar de qualquer comportamento lido como “feminino” ou “homossexual” de forma pejorativa.
  • Lado Regional: Baianos saíram em defesa do termo, alegando que o “lá ele” é um patrimônio linguístico versátil, cujo significado depende estritamente do contexto e da intenção de quem fala.

A influenciadora baiana Maíra Azevedo (Tia Má) chegou a se posicionar sobre o tema (em postagem posteriormente deletada), explicando a origem da expressão como uma variação de “lá ela”. Segundo ela, o termo serve como um escudo verbal para afastar “notícias ruins” ou situações indesejadas, como doenças ou fatalidades.

O caso reacendeu a discussão sobre como termos regionais podem ser ressignificados ou utilizados de maneira ofensiva, dependendo do cenário e da carga de preconceito de quem os profere. Fonte: Correio 24hrs