Fim das bets? Flamengo prevê impacto bilionário e rombo de R$ 400 milhões com proibição de apostas
Apostas de esporte – Foto: Reprodução I X
A declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o desejo de banir as casas de apostas do Brasil gerou forte reação nos bastidores do futebol. O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista (Bap), afirmou que uma eventual proibição causará um rombo estimado em R$ 400 milhões nas receitas do clube já em 2027.
O valor, segundo o dirigente, engloba não apenas o patrocínio máster, mas toda uma cadeia de contratos e parcerias comerciais vinculadas ao setor. Para Bap, o prejuízo acumulado no futebol brasileiro como um todo seria bilionário.
“O Flamengo é um clube responsável, assumiu compromissos de longo prazo que nós firmamos com empresas de bets. O impacto no ano que vem, para além do patrocínio, vai ser da ordem de 400 milhões de receitas do clube”, destacou o presidente rubro-negro em entrevista ao portal Metrópoles.
O embate entre Governo e Clubes
A polêmica começou após Lula afirmar, durante um evento na Fundição Progresso (RJ), que pretende acabar com as bets no país. O presidente associou o modelo atual a problemas como endividamento e lavagem de dinheiro, sugerindo que as equipes busquem fontes alternativas de financiamento, como a adoção do modelo de SAF (Sociedade Anônima do Futebol).
“Essa não é uma guerra, é uma decisão: nós vamos acabar com as bets. Os times que aprendam a viver sem lavagem de dinheiro”, declarou Lula.
Em resposta, 15 clubes da Série A — incluindo gigantes como Flamengo, Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Atlético-MG — se uniram em um manifesto contra o fim das plataformas. As equipes argumentam que o mercado regulamentado é fundamental para a saúde financeira do esporte e que mudanças drásticas quebram contratos de patrocínio vigentes.
Apesar da pressão dos clubes, o governo federal articula uma medida provisória para endurecer as regras do setor, além de enviar ao Congresso projetos de lei para ampliar penas e criar novos tipos penais relacionados a jogos ilegais. Fonte: A Tarde

