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Fim da mamata? México pode voltar a ter rebaixamento no futebol após pressão do Senado

stádio Ciudad de los Deportes, na Cidade do México – Foto: Lívia Villas Boas | Staff Images | CBF

O fantasma da degola pode voltar a assombrar os clubes da parte de baixo da tabela no Campeonato Mexicano. Uma proposta apresentada pelo Senado do México na última segunda-feira, 21, sugere o retorno do sistema de rebaixamento na primeira divisão, prática que havia sido extinta em 2020 devido à pandemia de Covid-19.

Na época, a paralisação global levou a Federação Mexicana de Futebol a congelar a queda para a segunda divisão como forma de blindar a economia dos clubes, que enfrentavam perdas drásticas de bilheteria e patrocínios. A medida, inicialmente tratada como temporária, acabou sendo oficializada em definitivo em julho. Antes da mudança, apenas o pior colocado da temporada acumulada perdia a vaga na elite.

A discussão ganhou força após uma ofensiva judicial: em 2025, dez clubes da Expansión MX (a segunda divisão) recorreram à Corte Arbitral do Esporte (CAS) para exigir o direito de acesso e descenso no futebol do país.

Para solucionar o impasse, o senador Clemente Castañeda (Movimento Cidadão) apresentou uma iniciativa de lei para tornar o mérito esportivo uma obrigação legal das associações esportivas, garantindo que o acesso e o rebaixamento passem a figurar formalmente na legislação mexicana.

O desafio financeiro

O principal obstáculo para a volta do rebaixamento sempre foi o abismo financeiro entre as divisões. Segundo dados revelados pelo Senado, um clube da Liga MX fatura em média US$ 63 milhões (cerca de R$ 321 milhões) por ano, enquanto as equipes da segunda divisão sobrevivem com uma média de apenas US$ 2,2 milhões (cerca de R$ 11,2 milhões).

Para tentar amenizar esse desequilíbrio e viabilizar a mudança, o presidente do Senado, Higinio Martínez, sugeriu a criação de um “fundo de compensação” para dar suporte financeiro aos times que acabarem sendo rebaixados durante um ou dois anos. Fonte: A Tarde