Empresário ligado a reuniões no Planalto aumenta capital de empresa em R$ 770 milhões, aponta colunista
Reprodução/Redes Sociais e Antônio Cruz/Agência Brasil
Um empresário apontado como operador de propinas nos fundos de pensão do grupo do ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), realizou um salto expressivo no capital social de sua empresa, a “Exclusivo Participações”, que passou de 10.000 reais para mais de 770 milhões de reais em junho. A informação foi revelada pelo colunista Robson Bonin, da Revista Veja.
De acordo com o registro oficial feito na Junta Comercial de São Paulo no dia 11 de junho, a companhia sofreu modificações drásticas:
- O capital social inicial de R$ 10.000 saltou para R$ 770.343.156.
- Na mesma data, houve a cessão de quotas sociais no valor de R$ 10.000 para outra empresa administrada por Júlio Cezar.
- A estrutura jurídica do negócio foi alterada de sociedade empresária limitada para sociedade anônima (S.A.) de capital fechado.
Dados obtidos no Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República mostram que Júlio Cezar acompanhou o ex-banqueiro Daniel Vorcaro em pelo menos duas reuniões no Palácio do Planalto. O primeiro encontro ocorreu às 14h33 do dia 1° de março de 2024.
Segundo a delação — que acabou rejeitada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) —, Vorcaro afirmou que esteve com Alexandre Padilha, Olavo Noleto e outros interlocutores. O ex-dono do Banco Master relatou que o plano previa captar até 10 bilhões de reais nos cofres de fundos de pensão de servidores (como Previ, Petros, Postalis e os da Caixa), mediante o pagamento de propina estimada em 10% (cerca de 1 bilhão de reais).
Apesar das citações detalhadas e de o ex-banqueiro alegar possuir comprovantes de pagamentos preliminares, a PF e a PGR descartaram a abertura de investigações formais sobre o caso por falta de provas. Fonte: Bnews

