Sem Ana Marcela Cunha, Travessia Mar Grande-Salvador coroa uma nova ‘rainha da baía’ em novembro
A atleta Victória Beatriz Rosário – Foto: Uendel Galter | Ag. A TARDE
Com sete títulos na bagagem e um legado que inclui o ouro olímpico, a nadadora Ana Marcela Cunha desfalcará a tradicional Travessia Mar Grande-Salvador deste ano. Em fase de recuperação de uma cirurgia no ombro, a multicampeã deixa a competição sem sua principal figura histórica, abrindo caminho para uma disputa eletrizante e acirrada entre a nova geração de atletas. A prova está marcada para o dia 29 de novembro.
Diante do cenário de renovação, três jovens talentos despontam como as grandes favoritas ao trono deixado por Ana Marcela:
Keylane Silva: a força de Feira de Santana
Aos 15 anos, a feirense Keylane Silva já carrega um currículo de peso. Eleita atleta revelação da Bahia em 2024 e melhor atleta do interior em 2025, ela também é bicampeã Norte-Nordeste e vencedora de quatro etapas do Campeonato Brasileiro de Águas Abertas. Na Mar Grande-Salvador, bateu na trave nas últimas edições (5º lugar em 2024 e 4º no ano seguinte). Longe de se intimidar com o favoritismo, ela transforma a cobrança em gás extra:
“Fico muito honrada em ser uma das favoritas sendo tão nova. Gosto de transformar a pressão em motivação, porque isso me faz enxergar melhor o meu potencial e minhas técnicas na água”, destaca.
Lizian Simões: experiência mundial na estreia
Aos 19 anos, Lizian Simões já ostenta o título de campeã mundial júnior de águas abertas. Apesar da bagagem internacional, ela fará sua estreia na icônica travessia baiana e mira direto no topo do pódio:
“Com a ausência de Ana Marcela, eu penso, sim, que posso conquistar o primeiro lugar. Antes, ela era a grande favorita, mas agora acho que a disputa fica entre mim e Victória do Rosário”, projeta.
Victória do Rosário: a defensora do título
Citada por Lizian, Victória do Rosário (17) é a única entre as favoritas que já sabe o que é cruzar a linha de chegada em primeiro lugar. Bicampeã da prova (2023 e 2024), ela aposta na experiência prévia e em um rigoroso preparo mental e de resistência para buscar o tricampeonato:
“É uma prova que dura muito tempo, com um percurso diferente do habitual. Estamos dando um enfoque grande nos trabalhos de resistência e na questão psicológica para estar preparada para qualquer dificuldade e ganhar mais uma vez”, pontua.
Com promessa de muita emoção e alto nível técnico nas águas da Baía de Todos-os-Santos, o público conhecerá a nova rainha da competição no final de novembro. Fonte: A Tarde

