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Foco no topo e olho em Los Angeles: Rebeca Andrade retorna ao Mundial de Ginástica competindo no salto e na trave

Rebeca Andrade – Foto: Gabriel Bouys

Maior medalhista olímpica da história do Brasil, Rebeca Andrade está de volta aos grandes palcos internacionais. Aos 27 anos, a brasileira é uma das principais atrações do Campeonato Mundial de Ginástica Artística, que começa na próxima segunda-feira em Roterdã, na Holanda. Desta vez, no entanto, a estratégia será diferente: a ginasta competirá apenas no salto e na trave.

A decisão faz parte de um planejamento rigoroso de preservação física e mental, desenhado por sua equipe multidisciplinar para estender sua carreira até os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. Depois de um ano afastada das principais competições para se recuperar do desgaste de Paris 2024 — onde faturou quatro medalhas —, Rebeca retomou o ritmo em junho com foco em séries específicas e menor sobrecarga.

  • Salto: Especialidade que a consagrou bicampeã mundial e ouro olímpico. Rebeca já faturou o Pan-Americano da temporada com o Yurchenko com dupla pirueta e o Lopez, e estuda arriscar o fortíssimo Cheng (grau de dificuldade 5,6) para buscar mais um ouro mundial.
  • Trave: Aparelho em que conquistou a prata na Copa do Mundo de Szombathely, em setembro. Apesar da forte concorrência internacional — com atletas superando a marca dos 15 pontos —, a brasileira chega competitiva e motivada.
  • Solo: O aparelho do inesquecível ouro olímpico em Paris está descartado permanentemente. O alto impacto acrobático exigido pelo solo gera um desgaste físico incompatível com o plano de longevidade da atleta.
  • Individual Geral: Por consequência da ausência no solo e, por ora, nas barras assimétricas, Rebeca não disputará o título de melhor ginasta do mundo no geral.
  • Barras Assimétricas: O aparelho favorito da brasileira (prata no Mundial de 2021) está fora desta edição, mas faz parte do cronograma de retorno para 2027, quando ela planeja ampliar sua participação para três aparelhos.

Com a nova estratégia, Rebeca fará no máximo seis apresentações em Roterdã, um contraste brutal com as 15 séries que realizou no Mundial de 2023. Segundo a equipe técnica e médica, o objetivo atual não é acumular o máximo de pódios possíveis, mas garantir uma transição segura, priorizando o prazer de competir e a saúde a longo prazo.

As finais do Campeonato Mundial de Ginástica Artística terão transmissão ao vivo pelos canais SporTV a partir de 20 de outubro. Fonte: A Tarde