Copa do Mundo: Por que a classificação da Argentina tira árbitro brasileiro da final?
Wilton Pereira Sampaio – Foto: Yuri CORTEZ / AFP
Entenda como a rivalidade histórica e o “fator sul-americano” pesam na decisão da FIFA de afastar Wilton Pereira Sampaio da grande decisão.
A classificação da Argentina para a final da Copa do Mundo acabou, por tabela, com o sonho do árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio de apitar a grande decisão. O motivo? A histórica rivalidade entre Brasil e Argentina e a busca da FIFA por neutralidade absoluta para evitar desgastes extracampo.
Abaixo, entenda os bastidores políticos e as regras de bastidores que definem quem apita o jogo mais importante do planeta.
A FIFA adota critérios rigorosos para blindar a arbitragem de pressões externas. Questões políticas e rivalidades históricas são levadas muito a sério pela entidade máxima do futebol:
- Rivalidade Brasil x Argentina: Colocar um juiz brasileiro para apitar uma final com a Argentina em campo geraria uma pressão desnecessária e teorias da conspiração antes mesmo do apito inicial.
- O precedente das Malvinas: A geopolítica influencia diretamente as escalas. Segundo o jornal britânico Independent, a Guerra das Malvinas (1982) faz com que a FIFA proíba juízes ingleses em jogos da Argentina, e vice-versa. Por conta disso, nomes de peso como Michael Oliver e Anthony Taylor foram descartados da final.
Embora algumas decisões passem pelo bom senso e pela diplomacia, a FIFA possui diretrizes bem definidas para a escolha dos juízes:
- Proibição Absoluta: Um árbitro nunca apita jogos de seu próprio país ou partidas que influenciem diretamente o destino de sua seleção no torneio.
- Neutralidade de Confederação: A comissão prioriza árbitros de continentes diferentes dos times em campo. Por exemplo: um europeu apitando o jogo entre um país sul-americano e um africano.
- Exceção de Continente: Um árbitro só comanda equipes de sua própria confederação se o confronto for direto entre duas seleções do mesmo continente (como um juiz europeu apitando França x Espanha).
Um árbitro brasileiro nunca poderia apitar Brasil x Japão, nem o duelo entre Noruega e Costa do Marfim caso o resultado deste definisse o próximo adversário da Seleção Brasileira na fase seguinte. Fonte: A Tarde

