Kim Kataguiri ataca prefeitura de Cairu e promete acionar a Justiça: “Vou salvar Morro de São Paulo”
Reprodução/Redes sociais
Deputado federal critica taxa de R$ 90 para turistas e afirma que a cobrança está “destruindo o turismo” na região do baixo sul da Bahia.
O deputado federal Kim Kataguiri (Missão) utilizou suas redes sociais nesta sexta-feira (3) para protestar contra a Tarifa por Uso do Patrimônio do Arquipélago (TUPA), cobrada para o acesso a Morro de São Paulo, famoso distrito turístico do município de Cairu, na Bahia.
Atualmente fixada em R$ 90, a taxa foi classificada pelo parlamentar como um entrave que prejudica a economia local. Kataguiri anunciou que vai recorrer ao Judiciário para derrubar a cobrança.
Segundo o parlamentar, o valor da tarifa — que começou em R$ 50 e sofreu reajustes sucessivos até o patamar atual — tem afastado visitantes e sufocado o comércio da região.
“A Prefeitura de Cairu destruiu o turismo da região, está destruindo a vida das pessoas que vivem desse turismo”, disparou Kataguiri no vídeo publicado.
Embora seu mandato seja pelo estado de São Paulo, o deputado justificou sua interferência na política baiana afirmando ter sido provocado por denúncias e apelos de moradores, trabalhadores e empresários da ilha. Para ele, a taxa é “ilegal e inconstitucional”.
O deputado também rebateu os argumentos da Prefeitura de Cairu, que defende a tarifa como uma forma de custear a infraestrutura urbana, os serviços públicos e a preservação ambiental impactados pelo fluxo de pessoas.
Kataguiri rebateu a justificativa apontando dois pontos principais:
Arrecadação Natural: O aumento do fluxo de turistas já eleva organicamente a receita do município por meio de impostos como o ISS (Imposto Sobre Serviços) e o IPTU, tornando a taxa extra desnecessária.
Falta de Transparência: O parlamentar questionou se os valores milionários arrecadados com a tarifa estão de fato sendo revertidos em melhorias visíveis para a comunidade e para os próprios visitantes.
O deputado encerrou garantindo que sua equipe jurídica já estuda as medidas cabíveis para suspender a cobrança por vias judiciais. Fonte: Bnews

