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Governo Federal lança ‘maior ofensiva da história’ contra o crime organizado, diz Rui Costa

Wagner Lopes | CC

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, classificou a Operação Carbono Oculto como a “maior ofensiva do Estado brasileiro contra o crime organizado da história do país”. A ação, deflagrada nesta quinta-feira (28), investiga a participação do Primeiro Comando da Capital (PCC) em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro, que utilizava empresas de investimentos na luxuosa Faria Lima, centro financeiro de São Paulo.

A operação mobilizou mais de 1.400 agentes da Polícia Federal, Receita Federal e do Ministério Público. As investigações revelaram que o PCC controlava cerca de 40 fundos de investimento, avaliados em R$ 30 bilhões, para ocultar seu patrimônio e sonegar mais de R$ 7,6 bilhões em impostos.

Em suas redes sociais, o ministro destacou que a criação do Núcleo de Combate ao Crime Organizado possibilitou “um trabalho integrado capaz de identificar métodos e atores do núcleo financeiro desse sistema fraudulento”. Segundo ele, a ação demonstra o compromisso do governo em combater a corrupção e a lavagem de dinheiro.

O esquema financeiro e as empresas envolvidas

De acordo com o jornal O Globo, a Reag Investimentos está entre as principais empresas investigadas. As investigações apontam que o PCC preferia usar fintechs em vez de bancos tradicionais, pois elas eram mais difíceis de rastrear.

A BK Bank, por exemplo, teria movimentado mais de R$ 46 bilhões entre 2020 e 2024, além de registrar uma média de mais de 10,9 mil depósitos em dinheiro vivo, totalizando cerca de R$ 61 milhões. A Receita Federal comunicou que a fintech era um “poderoso núcleo financeiro da organização criminosa, porém invisível para ações de controle e fiscalização”.

Entre os bens adquiridos com o dinheiro lavado estão:

  • Um terminal portuário;
  • Quatro usinas de álcool;
  • 1.600 caminhões para transporte de combustível;
  • Mais de 100 imóveis, incluindo uma casa em Trancoso, Bahia, avaliada em R$ 13 milhões.

Além da Reag Investimentos e do BK Bank, outras companhias como o Banco Genial, a Trustee DTVM e a Banvox também são alvos da operação. Fonte: Bnews