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EUA interceptam petroleiros ligados ao petróleo venezuelano em operação no Atlântico e no Caribe

foto: Comando Europeu dos EUA

As Forças Armadas dos Estados Unidos interceptaram, nesta quarta-feira (7/1), um navio petroleiro de bandeira russa que transportava petróleo de origem venezuelana no Oceano Atlântico, em águas internacionais. A ação foi confirmada pelo Comando Europeu dos EUA e também repercutida pela rede estatal russa RT, que divulgou imagens mostrando um helicóptero militar norte-americano sobrevoando a embarcação durante a abordagem.

De acordo com o Comando Europeu, a operação integra a chamada Operação Southern Spear, voltada ao combate de atividades consideradas ilícitas no Hemisfério Ocidental. Em comunicado oficial, o comando militar afirmou que a iniciativa faz parte dos esforços para reforçar a segurança regional e impedir operações que violem sanções e decisões judiciais dos Estados Unidos.

Segundo informações do jornal britânico The Guardian, o Exército norte-americano confirmou que o petroleiro de bandeira russa foi apreendido no Atlântico Norte com base em um mandado expedido por um tribunal federal dos EUA. Antes da interceptação, a embarcação vinha sendo monitorada pelo navio da Guarda Costeira norte-americana USCGC Munro, que acompanhou seus deslocamentos até a execução da ordem judicial.

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, comentou publicamente a ação em uma rede social, destacando que o bloqueio ao petróleo venezuelano continua ativo em escala global. Segundo ele, tanto o transporte autorizado quanto o considerado ilegal seguem sob vigilância, e os EUA manterão a aplicação das medidas contra embarcações envolvidas no que classificam como “frota clandestina”, acusada de financiar atividades ilícitas e de prejudicar a população venezuelana. Hegseth reforçou que apenas o comércio de energia considerado legítimo e legal, conforme as diretrizes norte-americanas, será permitido.

Além do petroleiro russo, uma segunda embarcação também foi apreendida no mesmo dia. Trata-se do M/T Sophia, um navio-tanque sem bandeira definida, caracterizado pelas autoridades como apátrida, que operava em águas internacionais no mar do Caribe. De acordo com o Comando dos EUA, o navio realizava atividades ilegais e foi abordado sem incidentes em uma ação coordenada entre o Departamento de Guerra e o Departamento de Segurança Interna.

A Guarda Costeira dos Estados Unidos escolta o M/T Sophia até território norte-americano, onde será definido o destino final da embarcação. A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, afirmou que as duas abordagens — no Atlântico Norte e próximo ao Caribe — foram cuidadosamente planejadas e executadas de forma consecutiva. Segundo ela, tanto o petroleiro Bella I quanto o Sophia haviam atracado recentemente na Venezuela ou estavam a caminho do país, o que reforçou as suspeitas de envolvimento com a chamada “frota fantasma” associada ao transporte de petróleo venezuelano. fonte: Metrópoles