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Derby fora de campo: Polícia Civil investiga agressões e confusão em túnel após clássico

Em campo, Palmeiras e Corinthians ficaram no empate Crédito: Divulgação/SEP

O empate entre Corinthians e Palmeiras pelo Campeonato Brasileiro não terminou no apito final. O clima tenso do gramado se estendeu para o túnel de acesso aos vestiários, resultando em trocas de empurrões, acusações de agressão e uma investigação aberta pela Polícia Civil.

A diretoria do Corinthians tentou um acordo para evitar que o caso chegasse às delegacias, mas o Palmeiras recusou a proposta e optou por seguir com a denúncia formal.

As versões sobre o início do tumulto divergem entre os clubes:

  • Lado do Palmeiras: O clube alviverde afirma que o atacante Luighi foi agredido por um funcionário do Corinthians.
  • Lado do Corinthians: O clube alvinegro sustenta que os jogadores Gabriel Paulista e Breno Bidon foram atacados por seguranças do Palmeiras.

O goleiro corintiano Hugo Souza reforçou a versão de seu clube, afirmando ter recebido relatos de que a agressividade partiu primeiro da segurança rival. “Falaram que houve agressão de funcionário nosso, mas os seguranças deles vieram para cima dos nossos jogadores primeiro”, declarou na zona mista.

O delegado César Saad, da Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade), acompanhou o caso ainda no estádio. Os próximos passos incluem:

  1. Análise de Imagens: A Polícia Civil vai periciar os vídeos das câmeras de segurança do túnel para identificar os agressores.
  2. Boletins de Ocorrência: Sem consenso entre os clubes, cada lado formalizará seu próprio registro policial.
  3. Depoimentos: Funcionários e atletas envolvidos devem ser convocados para prestar esclarecimentos.

O clima extracampo refletiu o que se viu durante os 90 minutos. Em uma partida marcada pelo nervosismo, o Corinthians terminou o jogo com dois jogadores expulsos — André e Matheuzinho —, consolidando um clássico onde a disciplina foi a maior ausente. Fonte: Correio 24hrs