Adeus a Eric Dane: A luta do ator contra a ELA e o legado do “Desafio do Balde de Gelo”
Mark Zuckerberg no desafio do Balde de Gelo e Eric Dane Crédito: Reprodução
O mundo das artes se despede de Eric Dane. O ator, que recentemente brilhou na série Euphoria, faleceu nesta quinta-feira (19), aos 53 anos, em decorrência da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). Dane havia tornado seu diagnóstico público em abril de 2025, transformando sua batalha pessoal em uma plataforma de visibilidade para uma das doenças neurodegenerativas mais desafiadoras da medicina.
A Esclerose Lateral Amiotrófica é uma condição progressiva que ataca os neurônios responsáveis pelos movimentos voluntários. Embora comprometa funções vitais como falar, engolir e respirar, a doença possui uma característica marcante: preserva a capacidade intelectual e os sentidos do paciente.
- Diagnóstico difícil: Sem um exame laboratorial específico, a confirmação da doença leva, em média, 11 meses.
- Tratamento: Atualmente, as terapias focam em retardar a evolução e garantir qualidade de vida, já que a sobrevida média após os primeiros sintomas é de cerca de três anos e meio.
A partida de Dane reacende a memória do Desafio do Balde de Gelo, campanha viral que em 2014 uniu anônimos e celebridades como Bill Gates e Ivete Sangalo. O que começou como uma brincadeira nas redes sociais gerou um impacto científico real:
- Arrecadação Recorde: A Associação Americana de ELA levantou 115 milhões de dólares em apenas seis semanas.
- Investimento em Pesquisa: Cerca de 67% desse montante foi destinado diretamente a estudos científicos, resultando na descoberta de mutações genéticas ligadas à doença e no desenvolvimento de novos fármacos.
Idealizado por Anthony Senerchia e Patrick Quinn — que também perderam a vida para a ELA —, o desafio retirou a doença do anonimato. Hoje, o primeiro balde utilizado na campanha é peça de acervo no Museu da História Americana, simbolizando como a mobilização digital pode acelerar a busca pela cura.
A morte de Eric Dane reforça a urgência por novos avanços. Graças a figuras como ele e aos precursores da campanha do balde de gelo, a ciência hoje caminha mais rápido na tentativa de frear a progressão dessa condição devastadora. Fonte: Correio 24hrs

