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Ministra do TSE que barrou exposição de Lula na Globo tem histórico no governo federal

Ministra Estela Aranha, do TSE – Foto: Leobark Rodrigues/Secom/TSE

A decisão da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que proibiu a TV Globo de exibir o púlpito reservado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante um debate presidencial, colocou o nome da magistrada em destaque. Ela determinou que a emissora não mostrasse o espaço destinado a Lula — ausente do evento cancelado em seguida — e vetou que os demais candidatos dirigissem perguntas diretamente a ele.

Indicada pelo Palácio do Planalto em agosto de 2025 para uma das vagas de jurista na Corte eleitoral, Estela Aranha possui histórico de atuação na atual gestão federal. Antes de integrar o TSE, ela atuou como assessora especial da Presidência da República e foi secretária nacional de Direitos Digitais no Ministério da Justiça, sob a gestão de Flávio Dino — atual ministro do STF e um dos principais articuladores de sua indicação ao tribunal, período em que trabalhou na regulamentação das grandes techs.

Além disso, a magistrada integra o grupo Prerrogativas, associação de advogados que reúne nomes com diferentes matizes políticos, incluindo simpatizantes da esquerda e do PT.

Fundamentos da decisão

As medidas foram adotadas de forma monocrática (individual) poucas horas antes do início do programa. Em sua fundamentação, a ministra apontou risco de desequilíbrio na disputa:

“Em análise preliminar, a medida tem potencial para criar situação de desequilíbrio entre os participantes, conferindo espaço autônomo para referências a candidato ausente sem observância da dinâmica dialética que caracteriza o instituto do debate eleitoral”, escreveu. Fonte: A Tarde