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STF mobiliza forte esquema de segurança na Praça dos Três Poderes para julgamento inédito sobre investigação de Alexandre de Moraes

Fachada do STF, em Brasília – Foto: Agência Brasil/ Fabio Rodrigues

Pela primeira vez em sua história, o Supremo Tribunal Federal (STF) analisa a possibilidade de investigar um de seus próprios ministros. O julgamento, que tem como foco o relatório da Polícia Federal (PF) sobre a relação do ministro Alexandre de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, motivou um forte esquema de segurança na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

Com a expectativa de manifestações, a região que abriga o STF, o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional será fechada com grades durante a sessão plenária, marcada para as 10h. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), as vias de acesso também serão bloqueadas na altura do Palácio do Itamaraty e da Alameda das Bandeiras. A circulação e o estacionamento de veículos no perímetro estarão proibidos e sob monitoramento rigoroso das forças de segurança.

O plano de segurança segue os mesmos moldes adotados em setembro de 2025, durante o julgamento da trama golpista que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Cada acesso ao perímetro do STF contará com portais de detecção de metais e equipamentos de raio-X. Além disso, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) utilizará drones térmicos ao longo do dia, em uma operação integrada com os equipamentos de segurança do próprio Supremo.

Dinâmica da Sessão Os trabalhos serão abertos pelo relator e presidente do STF, Edson Fachin, que fará a leitura do relatório e delimitará as questões centrais a serem analisadas pelo plenário. Na sequência, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e as partes poderão se manifestar por meio de eventuais sustentações orais. Após as falas, Fachin apresentará seu voto, seguido pelos demais ministros, que votarão respeitando a ordem regimental da Corte. Ao final, caberá ao presidente proclamar o resultado do julgamento. Fonte: A Tarde