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Da roça e das placas ao UFC: a trajetória de superação de Jeisla Chaves

Jeisla Chaves no UFC – Foto: UFC

Natural da zona rural de Poções, no interior da Bahia, Jeisla Chaves trilhou um caminho incomum no mundo das artes marciais. Graduada em Geografia e ex-trabalhadora de fábrica com carteira assinada, ela iniciou sua trajetória nos esportes de combate atuando como ring girl em eventos locais. O incentivo do treinador Alisandro “Churros” a fez migrar para os treinos, superando preconceitos, o medo da família e percalços financeiros para se dedicar integralmente ao MMA.

Conhecida pelo apelido de “A Braba”, construído nos treinos diários contra companheiros masculinos, Jeisla acumulou títulos baianos no muay thai e no jiu-jítsu antes de ingressar no circuito profissional. Sua oportunidade no Dana White’s Contender Series ocorreu em setembro de 2025, após uma campanha de mobilização nas redes sociais. Mesmo sem a presença de seus técnicos nos Estados Unidos por problemas com o visto, a baiana venceu a argentina Sofia Montenegro por decisão dividida e garantiu seu contrato com a organização.

No UFC, a atleta estreou em junho de 2026 com vitória sobre a venezuelana Yuneisy Duben, também por decisão dividida. Em seu compromisso seguinte, no UFC Sacramento, sofreu sua primeira derrota profissional contra a norte-americana Carli Judice por nocaute técnico. Aos 29 anos e mantendo Poções como sua base de treinos e residência, Jeisla segue no plantel da organização aguardando o agendamento de seus próximos combates. Fonte: A Tarde