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Dono da Voepass admite à PF que ignorava “cultura de omissão” de falhas apontada pela ANAC

Acidente da Voepass – Divulgação/Secretaria de Segurança Pública de São Paulo

O proprietário e presidente da Voepass, José Luiz Felício Filho, indiciado pelo acidente aéreo que vitimou 62 pessoas em 2024, afirmou em depoimento à Polícia Federal que sabia da existência de uma “cultura de omissão” no registro de problemas técnicos da empresa. De acordo com o empresário, diretores da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) já haviam lhe feito alertas informais sobre esse comportamento recorrente entre os pilotos ao longo dos anos.

O relatório final da Polícia Federal aponta que a falha sistemática em reportar manutenções e panes foi um fator central para o desastre. Diante das evidências, Felício Filho e mais 15 profissionais foram indiciados pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo.

Durante o depoimento, o presidente da companhia também reconheceu falhas críticas no dia da tragédia:

“A aeronave não deveria estar naquela condição, mas também não deveria ter sido despachada para aquela rota.”

O voo 2283 da Voepass caiu em 9 de agosto de 2024, atingindo um condomínio residencial em Vinhedo, no interior de São Paulo, resultando na morte de todos os 58 passageiros e 4 tripulantes a bordo.

As investigações da PF concluíram que a queda foi provocada pela perda de controle da aeronave, ocasionada pelo acúmulo severo de gelo, pela inoperância do sistema de degelo e pela ausência de execução imediata dos procedimentos de emergência por parte da tripulação. Fonte: Bnews