Silêncio de Ângelo Coronel amplia tensão na base de Jerônimo e embaralha xadrez político na Bahia
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A postura reservada do senador Angelo Coronel (PSD) diante das negociações para a formação da chapa governista tem causado inquietação no núcleo político do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Nos bastidores, a ausência de qualquer sinalização pública é vista como fator de instabilidade, a ponto de o governador já ter demonstrado insatisfação com o cenário de indefinição às vésperas do debate sobre sua reeleição.
Mesmo após declarações do senador Otto Alencar em defesa da permanência de Coronel na base aliada e tentativas de reduzir desgastes envolvendo outras lideranças, o senador manteve silêncio absoluto. A falta de resposta à imprensa e a ausência de posicionamento claro passaram a ser interpretadas como um movimento estratégico, com peso maior do que qualquer declaração formal.
Até o momento, não há definição sobre os próximos passos de Coronel. Seus filhos, os deputados Diego Coronel e Ângelo Filho, também não bateram o martelo. Já Dona Eleusa Coronel, citada como possível nome para a vice-governadoria, recebeu a menção com entusiasmo, mas sem tratar o assunto como algo concreto.
A expectativa é de uma semana decisiva, marcada por reuniões reservadas, articulações internas no PSD e conversas em Brasília e Salvador. Com a chegada simultânea de figuras centrais da política baiana à capital, o silêncio de Ângelo Coronel segue como peça-chave em um tabuleiro onde nenhuma porta foi fechada — e onde seu capital político, tanto no Congresso quanto entre prefeitos do interior, continua sendo determinante. fonte: IB

