Transalvador dá dicas para direção defensiva na chuva

Com a chegada da frente fria na capital baiana, com chuvas frequentes e ventos fortes, os motoristas que transitam nas ruas de Salvador precisam redobrar a atenção no trânsito, seja devido ao acúmulo de água nas vias, a intensidade das chuvas que diminuem a visibilidade ou a força dos ventos, principalmente na orla. Com isso, a Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador) vem redobrando a atenção nas ruas para evitar acidentes neste período, e também conscientizando os motoristas com dicas para trafegar na cidade.

Segundo a gerente de Educação no Trânsito (Gedut) do órgão, Mirian Bastos, é importante colocar em prática os cinco elementos da direção defensiva: conhecimento, atenção, previsão, habilidade e ação. “Neste período faz a maior diferença, porque o motorista sabe que ele tem que manter a distância de outros carros, ter cuidado com a aquaplanagem e, quando começa a chover, estar atento às decisões no trânsito”.

A gerente afirma que, independentemente da intensidade da chuva, o condutor deve evitar ultrapassagens, ter cuidado nas vias alagadas, manter uma velocidade segura e sempre com as duas mãos no volante. Além disso, o motorista deve manter o farol baixo dentro da cidade e, à noite, se guiar para não perder o foco da pista. Outra indicação de Mirian é manter o veículo sempre em perfeitas condições, verificando os pneus e o limpador de para-brisas.

Em caso de chuva forte, é preciso ficar de olho no volume de água. “Se o condutor verificar que o nível da água está acima da metade da roda, deve parar e aguardar a chuva cessar, caso contrário poderá comprometer o veículo. O melhor é parar e escolher um local seguro, ligar o pisca-alerta e aguardar”, completou a gerente.

O escritor Edgard Abbehusen afirma que, em dias de chuva, a direção é sempre atenta. “Procuro observar mais e andar um pouco mais afastado do que o habitual do veículo à minha frente. Também olho como estão as vias que vou passar, para evitar pegar áreas de alagamento, mas o importante é manter a atenção redobrada com a pista molhada”.

Motocicletas – Em veículos de duas rodas, a preocupação é ainda maior. Para os motociclistas, é importante utilizar equipamentos de segurança, capacete e capa de chuva protetora. Neste caso, Mirian afirma que o melhor é evitar se deslocar na chuva, se possível, e esperar passar para fazer o trajeto sem problemas – o risco de derrapagem com uma moto é maior do que com um carro.

O designer Lucas Guima procura revistar a motocicleta antes de sair. “Sempre vejo as condições dos faróis, piscas e freios. Além disso, estou sempre equipado com capacete, capa e bota e nunca ando descalço ou com sandália, como muitos fazem. Evito áreas alagadas e procuro abrigo se a chuva apertar, porque mesmo com capacete, a visibilidade é ruim”.

O analista de tecnologia Antônio Cezar Aleluia também reforça a segurança nos dias mais chuvosos. “Aumento a distância de segurança, tanto do veículo à frente quanto nas laterais, além de reduzir a velocidade. Em situações de chuva, as reações do veículo e dos outros motoristas são imprevisíveis, principalmente em vias alagadas e com detritos, pois o risco de aquaplanagem numa frenagem é grande”. Além disso, ele considera importante se fazer mais visível no trânsito, evitando se colocar nos pontos cegos dos outros condutores, antecipando e sinalizando mudanças de faixa ou direção.

Poças d’água – Além de evitar acidentes, os motoristas também devem ficar atentos ao passar por poças d’água. Isso porque aquele que for flagrado usando o carro para jogar água ou outros detritos nos pedestres, ou em outro veículo, é punido com uma infração média de quatro pontos na carteira de habilitação e multa de R$85,15, de acordo com o artigo 171 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). As poças ainda podem esconder buracos, um grande risco para os condutores. Secom

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