Saiba o que muda na aposentadoria com as propostas do novo governo

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Com proposta de mudança da idade mínima de aposentadoria para 62 anos para homens e 57 para mulheres, moradores dos estados mais pobres do país poderiam passar a usufruir do benefício por apenas cinco anos, considerando a expectativa de vida nessas regiões.

De acordo com a última tábua de mortalidade do IBGE, apesar de a expectativa de vida ao nascer dos brasileiros ser de 72 anos, nos estados do Piauí, Maranhão e Alagoas, a média cai para 67.

A mudança foi anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro, no último dia 3.

Técnicos da área econômica do governo informaram que o presidente se referia aos servidores públicos. Bolsonaro explicou ainda que a idade aumentaria um ano a partir da promulgação, ou seja, em 2020, e mais um ano em 2022, quando chegaria à faixa de 62/57.

Atualmente, o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), que é o sistema de previdência dos servidores públicos, estabelece idade mínima de 55 anos para mulheres e 60 anos para homens.

No caso do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), não há idade mínima e, sim, tempo de contribuição. Porém, para aqueles que não atingem o tempo exigido, a aposentadoria é concedida com 60 anos para mulheres e 65 para homens, além de pelo menos 15 anos de contribuição ao INSS.

Um dos autores da proposta de Reforma da Previdência enviada à equipe de Bolsonaro em novembro pelo ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, o economista Paulo Tafner explicou que a ideia do governo, ao que parece, é aumentar progressivamente a idade mínima dos servidores, até que se iguale à exigida para os segurados do INSS, o que aconteceria em 2028, se esse intervalo de dois anos para cada ano de idade acrescentado se mantiver.

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