Registros sobre temas diversos marcam sessão ordinária

Violência na Bahia, proibição de “festa paredão” e venda do Palácio Rio Branco foram alguns dos assuntos tratados pelos vereadores.

Pronunciamentos de vereadores sobre violência na Bahia, proibição de “festa paredão”, venda do Palácio Rio Branco, atuação da Ouvidoria da Câmara e recuperação do Solar Boa Vista marcaram a 39ª Sessão Ordinária da 19ª Legislatura, na tarde desta quarta-feira (20). A sessão semipresencial a partir do Plenário Cosme de Farias foi conduzida pelo presidente da Casa, vereador Geraldo Júnior (MDB).

A violência em Salvador e no estado da Bahia foi mais uma vez tratada pelo vereador Téo Senna (PSDB). Na avaliação do parlamentar, “o governo da Bahia é omisso e ninguém tem mais o controle da situação”. Ele frisou que “a violência atinge toda a população e os dados estatísticos só aumentam com relação ao número de homicídios”.

O vereador Sílvio Humberto (PSB) contestou a proibição de “festa paredão”, entendendo que a mesma não é o ponto central do aumento da violência. Na sua avaliação, “a causa da violência é múltipla”, configurando-se como “um problema complexo que não tem solução fácil”. Ele defendeu mais ações culturais, a partir da Câmara, para conter o avanço da violência em Salvador.

Uma denúncia sobre a venda do Palácio Rio Branco para a iniciativa privada marcou o registro do vereador Orlando Palhinha (DEM). Conforme o parlamentar, o imóvel pertencente ao Governo do Estado da Bahia é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o que proíbe a sua venda.

Ouvidoria

A atuação da Ouvidoria da Câmara, notadamente as 400 demandas recebidas pelo órgão, e crítica à política de preço aplicada pela Petrobras aos combustíveis marcaram a fala do vereador Augusto Vasconcelos (PCdoB), ouvidor-geral da Casa.

Já o vereador Marcelo Maia (PMN) pediu a recuperação do Solar Boa Vista, no Engenho Velho de Brotas. Ele lembrou que o prédio sofreu um sinistro em 3 de janeiro de 2013 e, na época, o governador Jaques Wagner “prometeu” a requalificação do casarão onde morou Castro Alves e que pertence ao Governo do Estado da Bahia. “Até hoje nada ocorreu”, lamentou Maia.

A vereadora Laina Crisóstomo (PSOL), do mandato coletivo Pretas por Salvador, convidou os pares para participar de uma sessão especial sobre combate à violência política de gênero. O debate acontece nesta quinta-feira (21), às 14h.

Diante do debate sobre o aumento da violência, o vereador Luiz Carlos Suíca (PT) analisou a situação histórica da Polícia Militar, observando que a corporação não foi criada pelo atual governo.  

Também ocuparam a tribuna da Câmara as vereadoras do PT Marta Rodrigues e Maria Marighella e os vereadores Claudio Tinoco (DEM) e Átila do Congo (Patriota).

Fonte da notícia: Secom / Foto: Valdemiro Lopes

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