‘Punho de Ferro’: 3 razões para ver a nova série da Marvel/Netflix

“Punho de Ferro” é o elo mais fraco na corrente de adaptações de HQs da Marvel em séries originais da Netflix. O mestre kung-fu capaz de usar energia universal para ter mãos indestrutíveis fica aquém da maestria de “Demolidor”, da força de “Jessica Jones” ou da invulnerabilidade de “Luke Cage”. Os episódios de “Punho de Ferro” que estreiam nesta sexta-feira (17), e foram liberados antecipadamente pela plataforma de streaming ao Notícias Ao Minuto Brasil, são sedentários.

Os embates – apresentados nos predecessores em lutas tão bem coreografadas que se tornaram marca registrada da chancela Marvel/Netflix – são esparsos. Apologias à parte, a violência é intrínseca ao cenário desta Nova York que já conhece “Os Vingadores” e os vigilantes. Matt Murdock (Charlie Cox), de “Demolidor”, é um advogado cego que luta para colocar o bairro de Hell’s Kitchen nos eixos. A investigadora Jessica Jones é sobrevivente de abusos físico e emocional. Luke Cage enfrenta luto e os problemas da violenta vizinhança do Harlem. Tiro, porrada e bomba são necessários.

Danny Rand (Finn Jones) é um guerreiro marcial treinado no reino celestial de K’un-Lun, detentor do poder do punho de ferro, que raramente vai à luta. E quando o faz, não nocauteia quem assiste, como fez, por exemplo, o Justiceiro (Jon Bernthal) ou Elektra (Elodie Yung) nas respectivas participações em “Demolidor”. A filosofia pela qual Rand vive é tão inocente que acaba por afastá-lo do resto do mundo. A premissa do enredo também parece egocêntrica: jovem bilionário quer herdar empresa da família, 15 anos após acidente nos Himalaias que o deixou órfão.

O portal de críticas “Rotten Tomatoes” atribuiu ao quarto herói da Marvel na Netflix 14% de qualidade. O Metacritic, outro banco de opiniões, concedeu 32%. Em entrevista recente à Radio Times, o protagonista Finn Jones justificou que as críticas são motivadas pela semelhança étnica de Rand com Donald Trump, presidente dos Estados Unidos:

Estou interpretando um super-herói que é um bilionário branco norte-americano, em um momento em que o arquétipo do bilionário branco norte-americano é o inimigo público número 1″.

Realmente, trata-se de uma Nova York à la Trump – refinada, limpa, clara. Saem de cena as tomadas escuras, os becos, os telhados, a neblina e os efeitos especiais práticos. Mas nem tudo está perdido. O Notícias Ao Minuto Brasil lista três motivos para ver “Punho de Ferro”. Confira.

A mulher forte

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Colleen Wing, a instrutora de artes marciais guiada pelo código de honra dos samurais, o Bushido, rouba diversas cenas em “Punho de Ferro”. Na mesma medida que estende a mão a quem precisa (Danny ou os adolescentes da vizinhança), a personagem interpretada por Jessica Henwick também é capaz de agressividade. Com o codinome de “Filha do Dragão”, Wing entra no ringue por dinheiro e dá vazão a uma revolta intrigante. É ela quem se espera ver na próxima cena.

Todos conectados

O roteiro de “Punho de Ferro” não peca ao conectar Danny Rand aos demais heróis cedidos pela Marvel. Única personagem a aparecer nos três títulos da anteriores, Claire Temple (Rosario Dawson como a enfermeira que é aliada de Demolidor, ajudou Jessica Jones e fez bem mais por Luke Cage) está de volta. Além dela, a advogada Jeri Hogarth (Carrie-Anne Moss), a J. Money que costumava contratar Jessica Jones, tem um passado com a família Rand que é muito bem explorado. A melhor costura da trama, no entanto, está relacionada a “The Hand”, organização criminosa chinesa representada por Madame Gao (Wai Ching Ho).

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Próximos capítulos

É importante lembrar que “Punho de Ferro” é uma série da Netflix com a Marvel. A dobradinha pressupõe uma qualidade de produção que não decepciona. O CGI que representa a invulnerabilidade dos punhos de Danny, por exemplo, é excelente. A abertura que banha Nova York em escala de cinzas também merece aplauso, sem esquecer da trilha sonora, que tem faixas como “I’m A Dragon”, de Apashe.

Por ser mais um capítulo na epopeia criada pela Marvel com a Netflix, “Punho de Ferro” também merece atenção. “The Defenders”, minissérie que reunirá os citados heróis “na mesma sala”, estreia ainda neste ano. E não é tudo. “Justiceiro”, anti-herói derivado de “Demolidor”, já está sendo rodado.

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