Principal diplomata russo pede mais tempo a Putin para negociações sobre Ucrânia

Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, em Moscou.Ministério das Relações Exteriores da Rússia via REUTERS (10/02/2022)

Ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, disse ao presidente da Rússia que os EUA apresentaram propostas concretas para reduzir risco militar, já União Europeia e aliança militar Otan não foram satisfatórias.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, sugeriu nesta segunda-feira (14) ao presidente Vladimir Putin que Moscou continue no caminho diplomático em seus esforços para extrair garantias de segurança do Ocidente, à medida que as tensões aumentam sobre a Ucrânia.

Lavrov disse a Putin que os Estados Unidos apresentaram propostas concretas para reduzir os riscos militares, mas disse que as respostas da União Europeia e da aliança militar Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) não foram satisfatórias.

Em uma conversa televisionada, Putin foi mostrado perguntando a Lavrov se havia uma chance de chegar a um acordo para resolver as preocupações de segurança da Rússia, ou se estava apenas sendo arrastado para negociações tortuosas.

Lavrov respondeu: “Já alertamos mais de uma vez que não permitiremos negociações intermináveis ​​sobre questões que exigem uma solução hoje.”

Mas, como ministro das Relações Exteriores, ele disse: “Devo dizer que sempre há chances.”

Ele acrescentou: “Parece-me que nossas possibilidades estão longe de estar esgotadas. […] Nesta fase, sugiro continuar e construí-las.”

Os comentários pareciam sinalizar uma probabilidade reduzida de ação militar iminente da Rússia após repetidos avisos dos Estados Unidos de que a Rússia poderia atacar a Ucrânia a qualquer momento.

Moscou, que reuniu mais de 100 mil soldados perto da fronteira com a Ucrânia, negou repetidamente quaisquer planos de invasão e acusou os Estados Unidos e seus aliados de histeria.

Lavrov disse que recebeu respostas “insatisfatórias” a uma carta que enviou a dezenas de membros da União Europeia e da Otan sobre a questão de “segurança indivisível” – uma referência à reclamação da Rússia de que a Ucrânia e países ocidentais estão fortalecendo sua segurança às custas da Rússia, e que isso viola acordos internacionais.

“Recebi respostas insatisfatórias, nenhum dos meus colegas ministros respondeu à minha mensagem direta”, disse ele. “Portanto, continuaremos buscando uma reação concreta de cada país.”

  • Um soldado ucraniano caminha por uma trincheira em Svitlodarsk, na Ucrânia, no dia 11 de fevereiroCrédito: Wolfgang Schwan/Anadolu Agency via Getty Images

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