Prefeitura lança Unidade de Acolhimento para famílias em situação de rua com cães de estimação

Famílias em situação de rua da capital baiana que possuem cães de estimação contam agora com acolhimento para seus amigos peludos. O vice-prefeito e secretário de Obras, Bruno Reis, assinou, nesta terça-feira (11), a ordem de serviço que autoriza a requalificação da Unidade de Acolhimento Institucional (UAI) de Amaralina, prevendo a construção de uma área para acolhimento animal. A cerimônia, realizada nas dependências da unidade, contou ainda com a participação do secretário Municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza (Sempre), Leonardo Prates. 

Esta será a primeira unidade de Salvador a acolher também os animais de estimação de pessoas em situação de rua, e deverá ser batizada de Unidade de Acolhimento Institucional São Francisco, em referência ao santo padroeiro dos animais. 

Segundo especialistas da Assistência Social, a ausência de um lugar adequado para receber os cães de estimação é um dos principais motivos pelos quais, muitas vezes, as pessoas em situação de rua recusam acolhimento nos Centros POP e em Unidades de Acolhimento Institucionais (UAIs) da capital baiana. As equipes de abordagem social da Sempre verificaram essa necessidade também nas ruas de Salvador, o que deu início ao projeto. 

Investimento – Com investimento de R$ 273 mil, a UAI de Amaralina passará por um processo de requalificação, no qual serão realizados serviços para facilitar a acessibilidade, pintura, reforma da cobertura, troca e reformas de portas, janelas, grades, portões, pavimentação, revisão do sistema elétrico, revisão do sistema hidrossanitário e requalificação de banheiros.

Para o acolhimento dos cães será construída uma área com baia individual, adequada às necessidades dos animais, sob a orientação e supervisão de uma equipe de veterinários. 

“Acompanho pessoalmente o trabalho de abordagem social da Sempre às pessoas em situação de rua, e é comum a transferência dos seus laços afetivos aos cães de estimação. Vi muitos recusarem ajuda por não querer se separar do animal, então, é o mínimo que podemos oferecer a estas pessoas. Acredito que teremos melhores resultados de aceitação de acolhimento e ajuda”, afirmou Prates. PMS

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