Prefeitura determina o fechamento das praias e das quadras e campos de Salvador

O prefeito Bruno Reis (DEM) determinou na manhã desta segunda-feira, 22, o fechamento das praias de Salvador a partir da próxima quarta, 24, para conter o avanço dos casos de Covid-19 na cidade após o aumento registrado na última semana com a taxa de ocupação dos leitos UTI Covid apontando 79% na capital baiana.

O decreto valerá por sete dias com possibilidade de prorrogação. “Esperamos conter o crescimento da onda nesses sete dias e vamos avaliando a necessidade de medidas mais restritivas ou, no futuro, flexibilizar algumas”, afirmou.

Além das praias, os clubes sociais, campos e quadras da cidade também serão fechados. De acordo com o prefeito, a iluminação destes espaços será retirada para evitar o descumprimento do decreto.

“A partir de amanhã, nós vamos retirar a iluminação de todos campos e quadras. Estarão fechados em Salvador. Não permitiremos utilização equipamentos. A partir de quarta, todas praias de Salvador estarão fechadas. Demos um prazo de 48h por causa dos ambulantes, barraqueiros, que terão hoje e amanhã para se organizarem. Todas praias fechadas em Salvador. Quarta feira, todos clubes sociais também serão fechados em Salvador, e com isso, a fase três será totalmente desativada”, afirmou.

Bruno Reis também lembrou que, com o fechamento das praias, clubes sociais, campos e quadras esportivas, somado à interdição dos parques públicos, cinemas e teatros – cujo anúncio ocorreu na semana passada -, Salvador passa a desativar por completo a fase três do plano de retomada das atividades econômicas, culturais e sociais durante a pandemia, reativada a partir de agosto de 2020.

“São medidas necessárias diante de um momento tão difícil. Preciso chamar atenção que, se nós estamos com problema na rede pública de saúde, na rede privada, infelizmente, a situação ainda é mais grave. Conversei com prestadores de serviço neste final de semana, recebi relatório e poucas unidades particulares ainda não chegaram a 100% na ocupação dos seus leitos. Isso se deve, primeiro, ao fato de ter aumentado muito a demanda devido à Covid e, segundo, porque existem unidades enfrentando fluxo por outros atendimentos como AVC e doenças de coração, que requerem UTI”. Secom

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