Pesquisas reprovam uso de óleo de coco em dietas

Grande parte dos resultados que apontam redução de medidas devido ao uso de óleo de coco são controversos. Este foi um dos pontos abordados pela Associação Brasileira de Nutrologia (Abran) em posicionamento oficial sobre o ingrediente.

A promessa de que o produto auxiliaria no emagrecimento alavancou as vendas. O óleo de coco possui ácidos graxos que, na teoria, poderiam acelerar o processo de absorção de gordura, mas, de acordo com a Abran, não deve ser prescrito na prevenção ou no tratamento da obesidade.

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), assim como a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), já se posicionaram contra a utilização do óleo de coco para emagrecimento.

A nutricionista Julia Nagle não recomenda o uso do ingrediente na dieta e lembra que ele é rico em gordura saturada e, por isso, pode prejudicar a saúde. “O consumo de gordura saturada pode prejudicar a saúde cardiovascular, promovendo o entupimento de artérias, agravamento de doenças crônicas e aumento dos níveis de colesterol”. Segundo a nutricionista, a substituição do óleo de coco como óleo de cozinha também não é recomendado.

“O melhor óleo para preparar refeições quentes é o azeite, rico em ácidos graxos monoinsaturados, resistente a altas temperaturas. Não sofre oxidação diante do aquecimento, além de seus benefícios para a saúde cardiovascular”, explicou.

Outros usos: De acordo com a Abran, além de não auxiliar no emagrecimento, não existem estudos clínicos que tenham abordado o efeito de óleo de coco na função cerebral de indivíduos saudáveis ou portadores de alteração cognitiva. Também não há evidências científicas da eficácia do produto como antibacteriano e antimicrobiano.

Apesar das pesquisas apontarem efeitos negativos do produto em dietas emagrecedoras, há que a utilize o óleo de côco para fins estéticos e aprove os resultados. É o caso de Luana Guimarães, defensora do uso de óleo. Segundo ela, o produto já apresentou “provas” de que possui propriedades nutritiva, antifúngica e de hidratação. “Eu uso o óleo nos cabelos para umectação capilar, passo na pele e nos lábios, quando estão ressecados, antes de dormir e como demaquilante”, conta.

Voz da Bahia